De acordo com a varejista AMER3 (Americanas), o pedido de recuperação judicial está “mais eminente”. Em nota enviada a revista Exame nesta quinta-feira (19), a empresa informou que “a administração está trabalhando com a possibilidade de, nos próximos dias ou até potencialmente nas próximas horas, aprovar o ajuizamento em caráter de urgência de seu pedido de recuperação judicial”.
Varejista tem um rombo bilionário devido a empréstimos realizados pelo BNDES – Foto: Divulgação/NDA urgência do pedido reflete a posição de caixa atual e é desdobramento da decisão do desembargador Flávio Fernandes, que acatou pedido do BTG Pactual. Assim, ficou determinado o bloqueio do valor de cerca de R$ 1,2 bilhão em conta do banco até a apreciação do mandado de segurança.
“Na presente data, a posição de caixa disponível à companhia para suas atividades alcançou o valor de R$ 800 milhões, sendo que parcela significativa deste valor estava injustificadamente indisponível para movimentação pela companhia na data de ontem”, diz o texto.
SeguirO jornal Folha de S. Paulo também noticiou na última quarta-feira (18) que a AGU (Advocacia Geral da União) estuda ingressar como parte interessada em uma eventual recuperação judicial da Americanas, por causa dos empréstimos feitos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, em valores que somariam R$ 6,4 bilhões.
Deste montante, R$ 6,1 bilhões teriam sido emprestados nos últimos quatro anos.
Em nota enviada pela assessoria de imprensa a revista Exame, a companhia diz que segue na busca por uma solução de curto prazo com os seus credores, “para manter seu compromisso como geradora de milhares de empregos diretos e indiretos, amplo impacto social, fonte produtora e de estímulo à atividade econômica, além de ser uma relevante pagadora de tributos”. E conclui afirmando esperar que os credores “também se comprometam na busca de soluções”.