Pesquisa revela que 83% dos endividados no país têm insônia; veja dados

Estudo mostra os estragos emocionais e abalos nas relações pessoais e familiares causados pelas dívidas

Redação ND Florianópolis

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Uma pesquisa encomendada pela Serasa revelou que 83% dos endividados têm dificuldades para dormir e 74% afirmam ter dificuldade de concentração para realizar tarefas diárias por conta das dívidas.

83% dos endividados têm dificuldades para dormir e 74% afirmam ter dificuldade de concentração – Foto: Freepik/Reprodução/ND83% dos endividados têm dificuldades para dormir e 74% afirmam ter dificuldade de concentração – Foto: Freepik/Reprodução/ND

A 5ª edição da Pesquisa “Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro” mostra os estragos emocionais e abalos nas relações pessoais e familiares causados pelas dívidas.

Produzida pelo Instituto Opinion Box, o estudo conta com o suporte técnico e análise de Valéria Meirelles, Psicóloga do Dinheiro, especialista na abordagem comportamental gerada pelo endividamento.

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O estudo ouviu 5.225 pessoas em todas as regiões do país e revelou alguns dados preocupantes:

  • 83% dos endividados têm dificuldade para dormir por conta das dívidas;
  • 78% têm surtos de pensamentos negativos devido aos débitos vencidos;
  • 74% afirmam ter dificuldade de concentração para realizar tarefas diárias;
  • 62% dos entrevistados sentiram impacto no relacionamento conjugal;
  • 61% viveram ou vivem sensação de “crise e ansiedade” ao pensar na dívida;
  • 53% dos pesquisados revelam sentir “muita tristeza” e “medo do futuro”:
  • 51% dos entrevistados têm vergonha da condição de endividado;
  • 33% não se sentem mais confiantes em cuidar de suas próprias finanças;
  • 31% sentiram impacto das dívidas no relacionamento com familiares.

​“O sistema biológico é o primeiro a sentir os efeitos da preocupação com as dívidas”, observa Valéria, há 14 anos atendendo pacientes que tentam lidar com o problema. “A ansiedade vai invadindo a rotina de quem busca incansavelmente uma solução, o endividado passa a viver com pensamentos voltados ao futuro, não consegue mais relaxar e, consequentemente, não se concentra nas suas tarefas habituais e nem consegue mais dormir com normalidade”, explica a psicóloga.

Esperança e confiança

O estudo, porém, também traz dados animadores, como o fato de que 88% dos respondentes dizem que passaram a fazer algum tipo de controle de gastos.

Em meio aos impactos comportamentais gerados pela inadimplência, também chama a atenção que 70% dos endividados revelam confiança em conseguir quitar o débito e recuperar seu crédito e 57% passaram a conversar com os familiares sobre a importância de reduzir os gastos da casa e buscar soluções conjuntas.

“É visível que há uma tentativa saudável de monitorar e controlar os gastos, uma conscientização que certamente pode ser atribuída à quantidade e variedade de informações sobre o tema da educação financeira que, felizmente, chega hoje em dia por várias mídias”, diz Valéria.

“Para milhões de endividados, recomeçar significa ter o nome limpo novamente”, diz Matheus Moura, Diretor da Serasa. “Por isso que o nosso propósito é ajudar o brasileiro não apenas a pagar suas dívidas e recuperar crédito, mas compartilhar ensinamentos de educação financeira”, complementa.

O endividamento no Brasil

Mesmo em queda leve nos indicadores do país, o desemprego ainda é considerado o principal motivo de endividamento, apontado por 29% dos entrevistados pela Pesquisa da Serasa.

Na sequência, aparece a causa da redução na renda própria (12%). Chama a atenção no estudo que 11% dos pesquisados em todo o país revelam ter emprestado o nome para um amigo, conhecido, colega ou familiar e este nunca honrou com o compromisso financeiro assumido.

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