Petrobras privatizada? Saiba o que foi decidido na reunião de Paulo Guedes com Sachsida

Após reajuste de preços da Petrobras, ministro de Minas e Energia entrega proposta que irá iniciar estudos para a privatização da Petrobras e da PPSA

Redação ND Florianópolis

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Na manhã desta quinta-feira (12), o novo ministro da Minas e Energia, Adolfo Sachsida, entregou em reunião a Paulo Guedes, ministro da Economia, um pedido que irá iniciar estudos para a privatização da Petrobras e da PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A), que é responsável por comercializar o óleo e o gás do pré-sal.

Proposta será entregue à Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos para análise de viabilidade – Foto: Geraldo Falcão/Petrobras/NDProposta será entregue à Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos para análise de viabilidade – Foto: Geraldo Falcão/Petrobras/ND

Em declaração à imprensa após a reunião, Paulo Guedes afirmou que encaminhará a proposta à Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos para análise de viabilidade.

“Isso deve ser feito hoje mesmo e vamos dar sequência aos estudos para a PPSA e, depois então, para o caso da Petrobras”, afirmou Guedes.

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Recentemente na posse do cargo, o ministro Adolfo Sachsida já havia apontado seu apoio à privatização das estatais. Em seu primeiro discurso como ministro na quarta-feira (11), ele destacou a urgência de dar prosseguimento ao processo de capitalização da Eletrobras e que vai priorizar os estudos para a privatização da Petrobras e da PPSA.

Caso o governo queira dar andamento à privatização da Petrobras, terá que passar pelo Congresso. Visto que em 2019, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que a privatização de estatais deve passar pelo crivo de deputados e senadores, não podendo ser vendidas sem autorização do parlamento.

O contexto da nomeação do novo ministro

A nomeação de Adolfo Sachsida ao cargo ocorreu após a exoneração do agora ex-ministro Bento Albuquerque. O governo informou na ocasião que a saída foi de “caráter pessoal” e tomada após uma reunião de Albuquerque com Bolsonaro.

Sachsida assume ministério Minas e Energia após a exoneração de Bento Albuquerque – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/NDSachsida assume ministério Minas e Energia após a exoneração de Bento Albuquerque – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/ND

A troca acontece após anúncio da Petrobras da última segunda-feira (9), de que a haveria um aumento no preço de diesel para distribuidoras de R$ 4,51 para R$4,91. Os reajustes têm irritado o presidente, que frequentemente crítica a política de preços adotada pela empresa.

“Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo. Vocês não podem mais aumentar o preço do combustível”, disse.

Diesel em SC

Devido ao reajuste de 8,87% do preço cobrado nas refinarias para distribuidora, o litro pode chegar a R$ 7 em postos de combustível de Santa Catarina.

O diesel comercializado tem uma mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel. Assim, a parcela da Petrobras no preço final será R$ 4,42 para cada litro vendida na bomba.

Combustível terá um aumento de até R$ 0,40 em cada litro – Foto: Divulgação/NDCombustível terá um aumento de até R$ 0,40 em cada litro – Foto: Divulgação/ND

Além do valor cobrado pela companhia, o preço do diesel é formado por outras varáveis como: a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), custo do biodiesel, distribuição e revenda.

No mesmo período do ano passado, Santa Catarina registrava um preço médio de R$ 4,404. Agora, o preço registrado em maio já é de R$ 6,566 no litro do combustível.