Pobreza em SC atinge nível mais baixo desde 2012 e desponta como menor índice do país

Entre 2022 e 2023, cerca de 88,5 mil pessoas saíram da situação de pobreza e 24,6 mil da pobreza extrema em Santa Catarina

Foto de Beatriz Rohde

Beatriz Rohde Florianópolis

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Santa Catarina tem 859,9 mil pessoas em situação de pobreza, o que representa 11,5% da população. O percentual é o menor do Brasil, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada na quarta-feira (4).

Pobreza em Santa Catarina aumentou na pandemiaDurante a pandemia em 2021, SC teve os maiores percentuais de pobreza e extrema pobreza da série histórica – Foto: Leo Munhoz/ND

Os dados são referentes ao ano de 2023, quando o índice de pessoas na pobreza no estado atingiu o menor patamar desde 2012. Santa Catarina supera o Rio Grande do Sul (14,4%), o Distrito Federal (15,4%) e São Paulo (16,5%).

A linha de pobreza estabelecida pelo IBGE considera as pessoas com rendimento domiciliar per capita mensal inferior a R$ 666 em Santa Catarina e R$ 665 no país em 2023.

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Favela em Santa CatarinaEm SC, 105,4 mil pessoas têm renda domiciliar per capita inferior a R$ 209 por mês – Foto: Divulgação/RIC Mais SC

O estado com o maior percentual foi o Acre, com 51,5% da população nessa situação econômica. Já a média brasileira é de 27,4%, o que representa 58,9 milhões de pessoas.

O maior índice já registrado em Santa Catarina foi 14,8% em 2021. Um estudo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) aponta que a pandemia da Covid-19 contribuiu para o aumento da vulnerabilidade social e do desemprego no estado.

Extrema pobreza também recua em Santa Catarina, com 1,4%

Entre 2022 e 2023, o percentual de pessoas na pobreza em Santa Catarina caiu de 12,8% para 11,5%. Segundo o IBGE, isso significa que 88,5 mil pessoas saíram dessa situação.

Pessoas em situação de pobreza extrema em FlorianópolisAo todo, 9,5 milhões brasileiros vivem em situação de extrema vulnerabilidade social – Foto: Leo Munhoz/Arquivo ND

Já a população em extrema pobreza foi de 1,8% em 2022 para 1,4% em 2023, o que representa 24,6 mil pessoas a menos na categoria. O menor percentual já registrado no estado foi 0,9% em 2014 e o maior foi 2,4% em 2021.

A linha extrema leva em conta os cidadãos com rendimento domiciliar per capita mensal inferior a R$ 209 em 2023, tanto no Brasil como em Santa Catarina.

Com um total de 105,4 mil pessoas nessa situação, o estado catarinense tem o terceiro menor percentual do país, atrás de Goiás e Rio Grande do Sul, que registraram 1,3%. A média nacional é de 4,4% e a maior proporção é do Acre, com 13,2%.