Os motoristas de Blumenau estão preocupados com um possível desabastecimento e aumentaram a procura por gasolina nos postos de combustíveis da cidade.
Motoristas de Blumenau aumentaram procura por gasolina por medo de paralizações – Foto: Carlos Junior/NDO presidente do Sinpeb (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Blumenau), Júlio Zimmermann, afirma que a procura subiu cerca de 30% desde sábado (4). A justificativa dos motoristas, segundo ele, são as possíveis paralisações de caminhoneiros previstas para esta terça-feira (7).
“Sempre tem um aumento nos feriados, a gente já tem uma quantidade para isso, mas aumentar assim, de 30% a 40%, é anormal em um, dois dias”, relata.
SeguirSegundo Zimmermann, muitos motoristas estão completando o tanque dos veículos e ainda levando galões de reserva. O receio dos empresários é de que falte combustível em alguns postos, por conta da alta procura.
“Nós fizemos mais um pedido, mas a distribuidora disse que não ia conseguir entregar porque tinha muito pedido na frente. Como amanhã (terça-feira, 7) a distribuidora não entrega, se não recebeu hoje, pode ficar sem, mas na quarta-feira (8) normaliza”, esclarece.
Cautela excessiva
Zimmermann acredita que os motoristas estão sendo excessivamente cautelosos, já que, para ele, a paralisação deve ser apenas amanhã e concentrada em alguns pontos – muito diferente da greve dos caminhoneiros ocorrida em 2018.
O presidente do Setcesc (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga no Estado de Santa Catarina), Osmar Labes, também acredita que a paralisação não deve causar maiores transtornos no abastecimento das cidades, mas ressalta que as autoridades devem garantir a segurança dos trabalhadores que estiverem nas estradas. Conforme Labes, há informações de paralisações em “pontos estratégicos”, principalmente nas rodovias federais.
A reportagem do ND+ não confirmou quais seriam os pontos de manifestações no Vale do Itajaí, mas os motoristas devem ficar atentos às movimentações principalmente na BR-470. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que não houve comunicação oficial ao órgão sobre locais de paralisação.