Jaison e a esposa gastam, em média, R$ 800 por mês de gasolina com os dois carros. São consumidores conscientes e buscam sempre se informar onde o combustível está mais barato para abastecer. Mas um questionamento o casal sempre se faz, assim como outros brasileiros: por que a gasolina varia de preço entre uma cidade e outra.
Concórdia é a cidade onde a gasolina está mais cara no Estado – Foto: Leo Munhoz/NDEm Santa Catarina, por exemplo, o preço chega a variar 0,70 o litro. Enquanto em Criciúma, no Sul do Estado, o valor médio do litro na revenda fica em R$ 4,76, em Concórdia, no Meio-oeste do Estado, o valor chega a R$ 5,47.
Isto segundo a última pesquisa de preço feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) feita entre os dias 4 e 10 de setembro (CONFIRA INFOGRÁFICO ABAIXO).
Seguir“O curioso é que, quando me mudei para Joinville, há cerca de dez anos, o litro da gasolina aqui estava R$ 0,50 mais barato do que São Bento do Sul, por exemplo, cidade que visito com freqüência. Dias atrás, paguei o litro da gasolina em São Bento 0,50 mais barato”, relata o consumidor.
Para entender essa questão, o Portal ND+ conversou com João Vitor da Silveira, diretor do Procon Estadual. Segundo ele, a variação do preço do combustível entre uma cidade ou outra, entre um abastecedor ou outro, depende do livre mercado.
“A definição do preço nas bombas está atrelada às condições de mercado tanto na parte da distribuidora quanto dentro dos municípios onde é estabelecida a concorrência”, complementa Silveira.
O diretor também desmistificou alguns mitos que envolvem o preço da gasolina e o anúncios feitos pela Petrobras.
“Vai muito além disso. Fatores como o contrato entre distribuir e revendedor (parcelado ou à vista); localização do posto; quantidade de funcionários; custo do etanol anidro; serviços prestados, como conveniências, enfim, todos esses fatores influenciam no preço dos combustíveis”, complementa.
VEJA VÍDEO COM EXPLICAÇÃO COMPLETA:
João Vitor da Silveira, diretor do Procon Estadual. – Vídeo: Procon/Divulgação ND
O Sindipetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina) foi insistentemente procurado pela reportagem para comentar o assunto, mas não retornou até o fechamento desta matéria.