Preço do querosene de aviação tem 3ª queda consecutiva; entenda os impactos na passagem

Desde agosto é registrado queda no preço do querosene de aviação; reflexo no valor das passagens aéreas deve ser tardio

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Redação ND Florianópolis

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A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (28) uma redução de 0,84% nos valores de venda do QAV (querosene de aviação). É a terceira vez seguida que o produto fica mais barato e também a menor redução: em setembro houve queda de 10,4% e, em agosto, o recuo foi de 2,6%.

Passagem de avião deve ter queda? EntendaApesar das duas reduções no preço do combustível, passagens aéreas encareceram neste mês – Foto: Freepik/Divulgação/ND

Quando a segunda redução foi anunciada pela Petrobras, o analista econômico Alison Fiuza explicou ao ND+ que o combustível “representa 40% no preço final do ticket. Ou seja, o impacto é muito significativo quando tem uma variação de alta ou baixa”.

No entanto, o reflexo nos preços praticados ao consumidor demora a se concretizar, podendo levar cerca de três meses. Isso “por conta do processo de reorganização do estoque de combustível das empresas e o processo de custo”, explicou na ocasião o especialista.

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Apesar das duas reduções, as passagens aéreas encareceram em setembro, segundo dados nacionais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O aumento foi de 8,20%, após a queda de 12,22% em agosto.

Não há legislação que obrigue as empresa a reduzirem a passagem, conforme o Procon. Os tickets aéreos veriam conforme a política de preços da empresa.

Como os preços do querosene são definidos?

Conforme a Petrobras, os ajustes de preços de QAV são mensais e definidos por meio de fórmula contratual negociada com as distribuidoras. Essa prática é adotada há 20 anos.

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras. Cabe às distribuidoras transportarem e comercializarem o produto para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores.

“Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento”, completou.

“Importante ressaltar que o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência e não existem restrições legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas atuem como produtores ou importadores de QAV”, destacou a estatal.

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