Números positivos divulgados na última reunião mensal do Sistema Fiesc revelam cenários da retomada e animam os industriais catarinenses.
O presidente Mário Cezar de Aguiar avalia os cenários.
Presidente Mário Aguiar tem dados otimistas sobre o futuro da economia de SC – Foto: FiescSeguir
Quais as razões do otimismo com o crescimento da economia?
A aprovação do auxílio emergencial e a reativação do setor de serviços, em conjunto com o setor industrial, mantêm a trajetória de recuperação econômica e elevam a expectativa de crescimento. No médio e longo prazos e existem vários fatores que indicam a retomada da economia. Por exemplo, o Índice de Atividade Econômica (IBC-BR), que é uma previa do PIB, em fevereiro de 2021 foi maior do que o do mesmo mês do ano passado, antes da pandemia. Mesmo com os impactos da segunda onda da Covid, o crescimento de fevereiro mostra que temos uma economia fortalecida, mas represada, e que pode deslanchar a qualquer momento. Além disso, há uma perspectiva de crescimento dos EUA, fala-se de algo como 8% e 9%. E os Estados Unidos são o principal destino das exportações da indústria catarinense.
Que setores da indústria tiveram melhor desempenho este ano?
Agroindústria, móveis e produtos de madeira, bens de capital (máquinas e equipamentos) e metalurgia têm se destacado. Os investimentos em bens de capital em 2021 estão elevados, especialmente por conta da demanda do setor agrícola, construção civil e demais segmentos da indústria.
E as perspectivas para os próximos meses?
Estamos confiantes, pois a vacinação está acelerando e há demanda reprimida.
Qual é hoje a maior preocupação do empresariado de SC?
Além da imunização da população, para garantir a saúde dos trabalhadores, a aprovação das reformas administrativa e tributária, a garantia de investimentos em infraestrutura para melhorar a competitividade e o restabelecimento da oferta de insumos.
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