Prévia da inflação cai para 0,13% em julho e tem menor taxa mensal em dois anos

Dados do IBGE, divulgados nesta terça (26), indicam que essa é a menor taxa mensal do IPCA-15 desde junho de 2020, com 0,02%

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Agência Brasil Rio de Janeiro

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A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu para 0,13% no mês de julho. Essa taxa é menor que a do último mês (0,69%) e de julho de 2021 (0,72%)

Segundo informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (26), essa é a menor taxa mensal do IPCA-15 desde junho de 2020 (0,02%). Em 12 meses, o indicador acumula inflação de 11,39% e de 5,79% no ano.

Maior impacto da prévia da inflação veio de alimentação e bebidas, com alta de preços de 1,16% no período – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/NDMaior impacto da prévia da inflação veio de alimentação e bebidas, com alta de preços de 1,16% no período – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/ND

O maior impacto da prévia da inflação em julho veio do grupo alimentação e bebidas, com alta de preços de 1,16% no período, acima do 0,25% da prévia de junho.

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Entre os alimentos que mais colaboraram com a alta de preços está o leite longa vida, que subiu 22,27% no período. Derivados do leite também tiveram inflação: requeijão (4,74%), manteiga (4,25%) e queijo (3,22%). Outros produtos com destaque foram as frutas (4,03%), feijão-carioca (4,25%) e pão francês (1,47%).

Deflação

Os transportes foram os gastos que mais contribuíram para conter a prévia da inflação em julho. Eles registraram deflação (queda de preços) de 1,08% no período. Na prévia de junho, o grupo havia registrado inflação de 0,84%.

O resultado em julho foi influenciado pelas quedas de preços dos combustíveis (-4,88%), em especial a gasolina (-5,01%) e o etanol (-8,16%). Ao mesmo tempo, as passagens aéreas subiram 8,13%.

Os demais grupos de despesas tiveram as seguintes variações de preços: vestuário (1,39%), despesas pessoais (0,79%), saúde e cuidados pessoais (0,71%), artigos de residência (0,39%), educação (0,07%), comunicação (-0,05%) e habitação (-0,78%).

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