Primo do Pix? Entenda como funcionará o Drex, a nova moeda digital do Brasil

Objetivo do Drex é facilitar as transações financeiras e proporcionar maior segurança durante as operações

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R7 São Paulo

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A primeira moeda digital do Brasil será equivalente ao dinheiro em circulação e vai se chamar Drex, conforme anúncio feito pelo Banco Central na última segunda (7).

O objetivo da moeda é facilitar as transações financeiras e proporcionar maior segurança nas operações. O Drex apresentará uma abordagem inovadora para lidar com as finanças virtuais dos cidadãos brasileiros. As informações são do R7.

Segundo Banco Central, Drex tem previsão de lançamento no Brasil no final de 2024Segundo Banco Central, nova moeda digital tem previsão de lançamento no Brasil no final de 2024 – Foto: Pexels

Também conhecido como real digital, o Drex funcionará como uma versão virtual das notas em papel-moeda — vai ser uma representação digital das notas emitidas pelo BC.

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Sua implementação deve representar um grande avanço na regulação da economia digital no país, segundo o economista Eduardo Amendola.

Ele ressalta que as regras e os fundamentos que sustentam a estabilidade do real serão mantidos e explica como funcionará na prática.

“A nova moeda digital seguirá as mesmas políticas e os mesmos regulamentos que garantem o valor e a estabilidade da moeda convencional, incluindo a cotação diante de outras moedas, que será a mesma do real hoje. Por meio da plataforma que está sendo criada para que o Drex circule, será possível realizar transações financeiras, transferências e pagamentos”, afirma o professor da Estácio.

Diferentemente do Pix, que é um mecanismo para transferência de valores, o Drex é a própria moeda. O usuário poderá, inclusive, realizar um Pix em Drex, ou utilizar o Drex para realizar transferências e pagamentos em outros meios já existentes. A renda poderá ser expressa em reais (R), dólares (US) ou Drex (DR)”, conclui.

O Banco Central planeja migrar diversos serviços financeiros para a plataforma do Drex. A ideia é garantir maior segurança e simplicidade por meio de carteiras digitais e contratos automatizados.

Isso resultará, por exemplo, na redução de custos relacionados à burocracia, na eliminação de intermediários e na agilidade dos processos de pagamento.

Drex não será uma criptomoeda

Amendola explica que a nova moeda compartilhará desenvolvimentos tecnológicos vindos das criptomoedas. Porém, não são coisas iguais. Diferentemente das criptomoedas, cuja cotação é atrelada à demanda e à oferta e tem bastante volatilidade, o Drex terá o mesmo valor do real.

Cada R$ 1 valerá 1 Drex, com a moeda digital sendo garantida pelo Banco Central. As criptomoedas, por sua vez, não têm garantia de nenhuma autoridade monetária.

“Enquanto as criptomoedas são ativos caracterizados pela volatilidade de valor determinada pelo mercado e pela ausência de regulamentação, o Drex é a própria moeda, tendo o valor garantido pelo Banco Central do Brasil”, analisa o economista e professor da Estácio.

Na prática, o Drex funcionará como um primo do Pix, mas com diferentes finalidades e escalas de valores.

Enquanto o Pix obedece a limites de segurança e é usado, na maior parte das vezes, para transações comerciais, a nova moeda poderá ser utilizada para comprar imóveis, veículos e até títulos públicos.

Data de lançamento

A moeda virtual oficial ainda está em fase de testes. A expectativa é de que ela seja lançada no fim de 2024.

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