Oito mercados e açougues foram notificados por comercializar restos de ossos no em Santa Catarina. O diretor do Procon/SC, Tiago Silva, foi um dos convidados do SC no Ar desta quinta-feira (7) e comentou a prática, considerada abusiva.
Oito mercados e açougues foram notificados por comercializar restos de ossos no em SC – Foto: Pixabay/NDSilva destacou que “muitos comerciantes doavam os ossos para pessoas mais simples e humildes que não têm no seu prato na mesa qualquer pedaço de carne. A partir desse momento, em que houve um aumento de população pedindo sobra de ossos nos açougues e nos supermercados, começou a comercialização”.
“É inadmissível o que nós estamos vivenciando nesse momento da pandemia, que as pessoas ainda queiram lucrar com essa prática. Até então, se descartava os ossos ou jogava no lixo e as pessoas iam lá no lixo pegar. Agora, querem cobrar por resto de ossos que eram descartados. Nós não podemos admitir isso (…) Chega a ser uma situação desumana”, afirmou o diretor do Procon.
Tiago Silva informou ainda que assinou uma recomendação em conjunto com a Acats (Associação Catarinense de Supermercados) para desencorajar a venda de ossos por mercados e açougues e fez um apelo: “Se essas pessoas estão batendo no seu comércio, pedindo osso para matar a fome, nada mais que uma prática de combater a fome dessas pessoas, [doar] também uma prática humana.”
“Talvez tenha sido a minha ação mais triste em frente ao Procon, alertar para que o comerciante dê osso àquele que tem fome. Eu acho que não precisava o extremo do Procon ter que intervir numa situação dessa”, lamentou Silva.
Confira a entrevista completa.