‘Reinício total’: Trump celebra acordo comercial entre EUA e China; veja novas tarifas

Acordo entre EUA e China prevê trégua temporária na guerra comercial entre as duas nações, que se acirrou com o "tarifaço" de Donald Trump

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Beatriz Rohde Florianópolis

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Acordo entre EUA e China prevê trégua na guerra tarifáriaNegociação do acordo entre EUA e China foi “amigável e construtivo”, disse Donald Trump – Foto: Divulgação/ND

Estados Unidos e China anunciaram um acordo para reduzir as tarifas recíprocas nesta segunda-feira (12). Após intensas negociações em Genebra, na Suíça, os dois países concordaram com uma trégua na guerra comercial.

“Ótima reunião hoje com a China, na Suíça. Muitas coisas discutidas, muito acordado. Um reinício total negociado de maneira amigável, mas construtiva. Queremos ver, pelo bem da China e dos Estados Unidos, uma abertura da China para os negócios americanos. Grande progresso feito!”, celebrou o presidente estadunidense Donald Trump nas redes sociais.

O acordo entre EUA e China é temporário e tem duração de 90 dias. A guerra comercial entre as duas nações se intensificou com o “tarifaço” anunciado por Donald Trump em abril, que desencadeou uma série de retaliações.

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Entenda acordo entre EUA e China para reduzir tarifas comerciais

Em nota conjunta na manhã desta segunda-feira, ambos os países reconheceram a “importância de uma relação comercial e econômica sustentável, de longo prazo e mutualmente benéfica”.

Tarifaço de Donald TrumpTarifas dos EUA sobre a China chegaram a 145% e chineses retaliaram medida com taxas de 125% – Foto: Mark Schiefelbein/AP

O acordo entre EUA e China diminui as tarifas recíprocas em mais de 100%. Segundo o comunicado, o imposto sobre produtos chineses passará de 145% para 30%, enquanto as taxas sobre importações americanas serão reduzidas de 125% para 10%.

Os representantes ainda concordaram em “estabelecer um mecanismo para dar continuidade às discussões sobre relações econômicas e comerciais”. O diálogo se dará entre o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.