Desde a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 30 de outubro, o risco Brasil, ou CDS (Credit Default Swap) apresenta oscilação.
Embora o índice tenha caído, existem oscilações devido a discussão sobre a PEC fura-teto e declarações do presidente eleito. No dia da eleição, o indicador estava em 278 pontos. Na última sexta (18), fechou em 254. As informações são do site Poder 360.
CDS é uma forma de proteção contra a inadimplência em operações de crédito e serve como garantia contra possíveis calotes de pagamentos de títulos públicos e privados – Foto: Fotográfo/Agência Brasil/NDO CDS é uma forma de proteção contra a inadimplência em operações de crédito e serve como garantia contra possíveis calotes de pagamentos de títulos públicos e privados.
SeguirEle está associado ao cenário de perspectivas fiscais e indefinição política e econômica. Quanto maiores são as incertezas em relação às contas públicas, mais elevado tende a ser o CDS.
Na prática
O risco Brasil funciona para o investidor verificar se o país apresenta alguma ameaça para o mercado financeiro. Países com indicativos fiscais piores ou com falta de transparência sobre o futuro tendem a ter o CDS mais alto.
A minuta da PEC que fura o teto em R$ 198 bilhões para garantir o Auxílio Brasil de R$ 600 e o aumento real do salário mínimo causa apreensão no mercado pelo petista não apresentar propostas de medidas fiscais.
Reação do mercado
Desde que venceu a eleição, Lula disse que “nunca viu um mercado tão nervoso” e o mercado reagiu. A moeda norte-americana bateu R$ 5,48 na manhã de quinta (17), enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, recuou 2,53%.
O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), apresentou a proposta na última quarta (16) ao presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça do Senado), Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e também ao relator-geral do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI).
Depois ele entregou o documento ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e ao presidente da Comissão Mista do Orçamento, Celso Sabino (União Brasil-PA).
Na tentativa de conter a reação negativa do mercado, Alckmin disse que corte de gastos e uma reforma tributária estarão entre as prioridades do governo.