Entra ano e sai ano, a preocupação dos contribuintes com a declaração do IR (Imposto de Renda) entra em pauta. Desde esta segunda (1º) o programa para fazer a declaração já está disponível pelo site da Receita Federal e vai até 30 de abril de 2021.
Se você tem dúvidas sobre algum tópico, é importante saná-las para que não corra risco de errar quando for declarar sua renda e cair na malha fina da Receita Federal. Por isso, o ND+ listou os erros mais comuns na hora de declarar o imposto. Confira:
Receita Federal libera o programa da Declaração do Imposto de Renda – Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilQuem precisa declarar?
- É importante saber, em primeiro lugar, quem precisa declarar o IR. Os contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis, como salário, e que somados ultrapassaram R$ 28.559,70 em 2020 devem fazer a declaração.
- Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte, como poupança ou saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), acima de R$ 40 mil.
- Contribuintes que negociaram ações na bolsa de valores, que tinham bens como casa acima de R$ 300 mil ou tiveram uma receita maior que R$ 142.798,50 em atividade rural também devem declarar.
Confira os erros mais comuns na hora de declarar o IR:
Incluir despesas não dedutíveis: É importante ficar claro quais são as despesas dedutíveis e quais não são. Geralmente, as que causam mais confusão são as despesas médicas e com educação.
SeguirDe acordo com a Receita, as despesas médicas dedutíveis referem-se a gastos com médicos de qualquer especialidade e também psicólogos, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e hospitais. As despesas com exames laboratoriais e próteses ortopédicas também podem ser deduzidas.
Já as despesas com a educação são relativas ao pagamento de mensalidades ou anuidade de faculdades, escolas e cursos profissionalizantes. Não entram nessa lista os gastos com uniformes, material escolar e transporte.
Se ainda estiver com dúvidas é só acessar a sessão de “Perguntas & Respostas” no site da Receita Federal.
Erros de digitação: Sim, eles existem e isso é bastante frequente, afinal quem nunca digitou uma letra a mais ou a menos? Assim, é preciso ter atenção na hora de preencher os dados na declaração do IR. A pressa ou desatenção podem causar dor de cabeça.
Dessa forma, é importante a revisão de todos os dados preenchidos quantas vezes for necessário antes do envio.
Não declarar investimentos isentos: quando os contribuintes têm alguma aplicação financeira devem declarar no IR, porém muita gente pensa que é necessário incluir apenas os investimentos em que incide o tributo, como por exemplo, o Tesouro Direto e a compra e venda de ações.
Mesmo valores aplicados em investimentos isentos devem ser declarados. Dessa forma, se você investiu na caderneta de poupança, por exemplo, é preciso incluir essas informações na declaração.
Não declarar pensão alimentícia: os contribuintes que pagam ou recebem a pensão alimentícia precisam fazer a declaração independente do valor. Se você paga a pensão é possível deduzir a quantia na sua declaração.
Assim, é necessário incluir o valor pago como pensão alimentícia na ficha de Pagamentos Efetuados. Essa possibilidade só está disponível para quem realiza o procedimento de maneira obrigatória a partir de decisão judicial ou por acordo homologado no cartório.
Alteração do valor de bens: se o contribuinte possui um apartamento, carro ou algum outro bem que faz parte do patrimônio, não é possível atualizar o valor do preço de mercado. Assim, se o automóvel foi comprado em 2014 por R$ 30 mil, não se deve alterar para o quanto ele vale em 2021. Todos os seus bens devem ser declarados pelo custo de aquisição.
Além disso, como o processo de separação de documentos precisa ser feito e leva tempo, não é aconselhável que se deixe a declaração do IR para a última hora.