Quatro produtos são responsáveis por mais de 90% da inflação em Florianópolis: transportes, despesas pessoais, alimentação e habitação. Desde o início do ano, o custo de vida subiu 9,81% na Capital. Apenas em novembro, os preços subiram 0,83%.
O preço do botijão de gás vem afetando, e muito, o orçamento de muitas casas brasileiras – Foto: PixabayOs cálculos são levantados pela UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), por meio do Esag (Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas). Mensalmente, é levantado o Índice de Custo de Vida com dados atualizados.
Entre os aumentos registrados no período, dois produtos tiveram barateamento nos custos registrados: vestuário (-0,36%) e os serviços de educação (-0,02%).
SeguirAlimentação
As médias de preço dos alimentos comprados em feiras, supermercados subiram 0,86% em novembro. Nos casos dos restaurantes e lanchonetes, o aumento é de 0,95%. O aumento total no preço dos alimentos chegou a 0,90%.
As frutas representam 5,54% de aumento, maior fatia no período para os alimentos em Florianópolis. A pesquisa aponta o morango (11,6%), mamão (10,7%), melancia (7,8%), maçã (4,1%) e uva (3,5%), como principais aumentos.
As bebidas também trouxeram elevações consideráveis (3,12%). Os principais casos em novembro são: cerveja (6,1%), café em pó (5,8%) e água de coco (4,1%).
Os aumentos expressivos também chegaram para couve-flor (17,7%), peixe-espada (16,7%) e azeite de oliva (6,5%).
Combustíveis
Os combustíveis ficaram mais caros (1,17%) em novembro, impulsionados principalmente por aqueles destinados aos automóveis, que subiram 1,67%. O aumento total é menor do que os 11,5% registrados em outubro.
Outros índices
Nos custos de habitação em Florianópolis, o gás apresentou a maior média de aumento (9,17%). A inflação também chegou aos artigos de residência (0,50%) e serviços de comunicação (0,45%).
Para despesas pessoais o aumento médio em novembro é 1,91%. As principais elevações são em fotografias (3,9%), recreação (3,7%), saúde e cuidados pessoais (0,14%).