Saiba quem é o indicado à presidência da Petrobrás e o que levou à demissão de Joaquim Luna

Indicação de Pires deve ser deliberada pelo conselho de administração da estatal no dia 13 de abril

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Redação ND Florianópolis

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O presidente Jair Bolsonaro demitiu, nesta segunda-feira (28), Joaquim Luna e Silva da presidência da Petrobras. Em seu lugar, o governo federal indicou o diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), Adriano Pires de Andrade. A informação foi divulgada pelo Ministério de Minas e Energia.

A indicação de Pires de Andrade deverá ser deliberada pelo conselho de administração da companhia no próximo dia 13 de abril.

Adriano Pires é indicado à presidência da Petrobras – Foto: Reprodução/YoutubeAdriano Pires é indicado à presidência da Petrobras – Foto: Reprodução/Youtube

Mandato até 2023

Apesar de o mandato de Joaquim Luna e Silva durar até março de 2023, isso não impede a substituição. Para a presidência do conselho de administração da estatal, o governo indicou Rodolfo Landim, que também é presidente do Flamengo.

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Ele ocupará o lugar do almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, que pediu para sair do conselho alegando razões pessoais. Landim trabalhou por 26 anos na Petrobras antes de se juntar ao antigo grupo empresarial de Eike Batista.

Quem é Adriano Pires?

Adriano Pires é graduado em Economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) com mestrado em Planejamento Energético pela COPPE/UFRJ e doutorado em Economia Industrial pela Universidade Paris XIII. É diretor-fundador do Centro Brasileiro de InfraEstrutura.

Também atuou como assessor do diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e exerceu os cargos de superintendente de Abastecimento e de Importação e Exportação de Petróleo, seus Derivados e Gás Natural.

O que motivou a demissão?

O presidente Jair Bolsonaro se irritou com Luna e Silva pelo ‘timing’ no anúncio do megaaumento dos combustíveis neste mês. A Petrobras pratica a política de paridade de preços, ou seja, paga pelo produto o preço cobrado no mercado internacional e, por isso, repassa eventuais altas para refinarias, o que leva ao aumento de preços para o consumidor final.

Preço dos combustíveis

Em entrevista ao Estadão, Adriano Pires foi taxativo ao se referir sobre o preço dos combustíveis. “Eu acho muito difícil encontrar alguém que vá para a Petrobras para segurar preço”.

O comentário dele se referia à possibilidade de troca de comando da empresa e uma mudança da política de reajustes dos combustíveis praticada pela Petrobras, baseada na paridade de preços internacionais, chamada de PPI.

Para o economista, mudar a política de preços não é difícil, porque ela já foi alterada várias vezes no passado, citando o período do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Do presidente Temer para cá, a empresa passa a ter uma política de tendência de mercado internacional”, lembrou ele sobre as mudanças feitas na empresa na presidência de Pedro Parente, que mudou as regras de compliance da empresa.

Estaria nesse ponto a dificuldade de mudança agora. “Se alguém for para Petrobras e segurar preço de combustível está colocando o seu CPF na mesa”, afirmou.

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