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Santa Catarina é destaque no setor de florestas plantadas

Profissionais do CREA-SC atuam na fiscalização e manutenção do ramo

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Santa Catarina tem cerca de 37% de todo o seu território coberto por florestas e outras vegetações naturais e possui seu Produto Interno Bruto – PIB com cerca de 7% proveniente da indústria de base florestal. Os dados apresentados fizeram com que de maneira forte e eficaz, órgãos e governos montassem um plano de convergência para a preservação e cuidado ambiental de todo o território catarinense.

Tecnologias foram desenvolvidas e implementadas a fim de garantir bons resultados no ecossistema através do conhecimento e do preparo dos engenheiros florestais, tanto no ramo de pesquisa e fiscalização, quanto na implementação de novos meios de produção.

O estado tem se desenvolvido e destacado cada vez mais no setor de silvicultura, atividade que trabalha com a ciência do cultivo de florestas plantadas com o propósito de extração das matérias-primas da madeira.

Tecnologias foram desenvolvidas e implementadas a fim de garantir bons resultados no ecossistema através do conhecimento e do preparo dos engenheiros florestais – Foto: DivulgaçãoTecnologias foram desenvolvidas e implementadas a fim de garantir bons resultados no ecossistema através do conhecimento e do preparo dos engenheiros florestais – Foto: Divulgação

De acordo com a IBÁ – Indústria Brasileira de Árvores, as florestas plantadas ajudam como a remoção de carbono e manutenção do clima, auxiliam no habitat para a biodiversidade, regulação do fluxo hídrico e conservação do solo. Além disso a indústria de árvores plantadas está entre as mais produtivas do mundo e confronta diretamente o desmatamento ilegal.

O uso de florestas nativas legalmente manejadas abrange 9% do setor florestal, mas ainda existe a produção de madeira ilegal. Ao tornar a lenha de florestas plantadas mais disponível e barata, os produtores competem com o desmatamento ilegal e contribuem para reduzir irregularidades. No estado,  a cada um hectare de floresta plantada, outros 1,5 de florestas nativas são conservadas, de acordo com o especialista e  engenheiro florestal, Mauro Murara, Diretor Executivo da ACR – Associação Catarinense das Empresas Florestais.

A produção de madeira a partir de plantios florestais em Santa Catarina está em torno de 34 milhões de metros cúbicos por ano. Deste total, 21,7 milhões de m³ são da madeira produzida em plantios de Pinus e 12,3 milhões de m³ são de madeira de Eucalyptus. A produção catarinense representou 11% do total produzido no país em 2021, com isso o estado ocupa a 4ª posição entre os maiores produtores nacionais.

O CREA-SC trabalha para a valorização dos profissionais do setor tecnológico e tem registrados aproximadamente 1.600 engenheiros florestais – Foto: DivulgaçãoO CREA-SC trabalha para a valorização dos profissionais do setor tecnológico e tem registrados aproximadamente 1.600 engenheiros florestais – Foto: Divulgação

A força do setor também é demonstrada pelo impacto na geração de empregos.  A silvicultura no estado  gera em torno de 91 mil empregos diretos, além de mais de 200 mil indiretos, número  bastante significativo para um estado que tem cerca de 6% da extensão territorial do Brasil.

Além disso, as tecnologias utilizadas para a implementação das florestas plantadas apresentam resultados em todo o ecossistema. Pesquisas realizadas pela Indústria Brasileira de Árvores mostram que, apesar de ocuparem menos de 1% do território brasileiro, as áreas da indústria de florestas plantadas possuem 41% das espécies de aves amea­çadas de extinção, um importante bioindicador ambiental, além de 38% das espécies de mamíferos na mesma situação. Para o engenheiro florestal Mauro Murara, “esses resultados são fruto da pesquisa e do desenvolvimento dos profissionais da área, que ativamente buscam por soluções e análises do setor”.

Os engenheiros florestais que trabalham no ramo aqui no estado têm suas atividades regulamentadas pelo sistema CONFEA/CREA que é quem define e fiscaliza as atribuições profissionais. O CREA-SC trabalha para a valorização dos profissionais do setor tecnológico e tem registrados aproximadamente 1.600 engenheiros florestais.  A Câmara Especializada de Engenharia Florestal é composta por conselheiros, representantes das instituições de ensino, e por representantes das entidades de classe registradas no Conselho. São analisados todos os processos que apresentam relação direta com a Engenharia Florestal, incluindo, o registro de profissionais e empresas, atribuições e questões de ética profissional.

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