Santa Catarina é um dos Estados brasileiros mais afetados pelo desabastecimento em mercados, informou o vice-presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Marcio Milan, durante a noite desta terça-feira (1º). Mais de 70% dos supermercados já registram problemas de abastecimento no país.
Mercados de Joinville já registram falta de produtos – Foto: Tábata Porti/NDTVAlém de SC, estão entre os Estados mais afetados estão Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
Os produtos que começam a faltar nas gôndolas são frutas, legumes, verduras, carnes, frios e laticínios, além de itens de área de mercearia e de padaria. O monitoramento da Abras também identificou uma corrida dos consumidores aos supermercados, que tiveram aumento do movimento nesta tarde.
SeguirEm SC, as faltas de produtos são mais pontuais, especialmente hortifrúti, afirmou a Acats (Associação Catarinense de Mercados). “Algumas empresas enfrentam um pouco mais de dificuldade, uma vez que tiveram dificuldade no transporte entre centros de distribuição e lojas, mas os estoques de gêneros de primeira necessidade, dentro do possível estão sob controle, não havendo necessidade de corrida aos supermercados justamente para não haver o desabastecimento”, explica Octavio Neto, gerente administrativo da entidade.
Segundo a Abras, as lojas mais afetadas são principalmente as menores, porque tem capacidade menor de estocar e tem abastecimento diário. Além daquelas que recebem o abastecimento direto da Ceasa, onde os caminhões não estão conseguindo chegar.
Gui Mestiere, é proprietário de um restaurante Majestoso em Joinville, no Norte catarinense, e conta que está sentindo os impactos das paralisações. Sem a entrega das mercadorias, ele precisou recorrer a outras medidas.
“Optamos por outro tipo de cardápio no restaurante. Mas, as coisas não estão chegando, estamos preocupados porque distribuidores não conseguem entregar e no mercado já está faltando ou ficando caro”, relata o proprietário.
Guilherme explica que a batata, por exemplo, custa a metade do preço na distribuidora, se comparado ao valor do mercado. “Já fui em mercado que hortifrúti já não tem”, conta.
A Acats tem participado de reuniões com o Gabinete de Crise do Governo de SC e acompanha as ações para assegurar o abastecimento a toda a população catarinense. “Acreditamos que com as medidas tomadas no dia desta terça-feira a situação irá se normalizar”, diz Octavio.
O vice-presidente da Abras apresentou um balanço sobre o abastecimentos dos supermercados do país, com o impacto dos bloqueios de caminhoneiros nas rodovias do país. Segundo ele, mesmo que os bloqueios terminem hoje, a normalização das lojas deve demorar de dois a três dias.
*Com informações do portal R7