A gasolina comum começou o ano sendo vendida pelo preço médio de R$ 6,45 nos postos de combustíveis de Santa Catarina e deve terminar 2022 a R$ 5,07, segundo o levantamento mais recente da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural). Isso equivale a uma variação de 21,3%.
SC fecha o ano com preço médio da gasolina 21,3% menor do que em janeiro – Foto: Leo Munhoz/NDO primeiro levantamento do ano foi feito entre 2 e 8 de janeiro. A pesquisa mais recente foi feita em 149 estabelecimentos pelo Estado entre os dias 18 e 24 de dezembro. O menor valor encontrado de revenda da gasolina comum atualmente foi R$ 4,68 e o máximo, R$ 5,59.
Entre os 12 municípios catarinenses pesquisados, o menor preço médio da gasolina comum foi registrado em Chapecó. Na cidade do Oeste do Estado, o produto é vendido a R$ 4,79 em média, conforme a ANP.
SeguirEm contrapartida, Joinville, no Norte catarinense, é o município com o preço médio mais alto: R$ 5,94.
Veja o preço médio da gasolina comum por cidade:
- Balneário Camboriú: R$ 5,23
- Blumenau: R$ 5,09
- Brusque: R$ 5,18
- Chapecó: R$ 4,79
- Criciúma: R$ 4,81
- Florianópolis: R$ 5,19
- Itajaí: R$ 5,17
- Joinville: R$ 5,94
- Lages: R$ 4,96
- Laguna: R$ 5,00
- Palhoça: R$ 5,43
- Tubarão: R$ 4,98
Valor poderá subir
O economista Matheus Peçanha, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), diz que a volta dos tributos estaduais à alíquota-padrão deve elevar o preço da gasolina ao patamar dos R$ 7 novamente já em janeiro de 2023, com o fim da isenção do ICMS, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, que completou dez meses, e com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduzindo a produção.
Peçanha explica que o aumento do preço aconteceu principalmente por motivos externos, alheios ao controle nacional. “A trajetória foi muito relacionada a eventos globais, sobretudo a guerra da Rússia contra a Ucrânia, que fez elevar demais o preço do petróleo”, afirma o economista.
A guerra teve início em meados de fevereiro, quando Putin declarou a República Popular de Luhansk e a República Popular de Donetsk como independentes.
A invasão russa fez os preços dispararem e, com a prática do PPI (Paridade de Preço Internacional), o custo da gasolina no mercado interno acompanhou o aumento do preço do petróleo internacionalmente.
Em julho, a queda acentuada da gasolina aconteceu por medidas tributárias instituídas pelo governo federal.
A redução da alíquota do ICMS de 25% para 17% fez com que os preços caíssem para R$ 6,05 já em julho e continuassem diminuindo até outubro, quando atingiu a mínima de R$ 4,89, como se vê no gráfico abaixo.
Peçanha diz que, juntamente com a política tributária, “o arrefecimento do preço do petróleo no mercado global, sobretudo com o temor da recessão chinesa, principal responsável pela demanda do combustível”, contribuiu para a queda acentuada no segundo semestre do ano.
Além disso, “a maioria dos mercados maduros, como Estados Unidos e Europa, também diminuiu a demanda, o que puxou o preço para baixo” e fez com que a Petrobras reduzisse o valor dos derivados nas refinarias.
A tendência internacional de queda no preço do petróleo, porém, ainda que o cenário seja sempre imprevisível, pode fazer com que o “primeiro semestre de 2023 feche com a gasolina próxima dos R$ 6”, conclui o especialista.
*Com informações do R7