Visando a prevenção contra a PSA (peste suína africana), Santa Catarina está reforçando ações no combate à doença. Entre as medidas, o Estado lanço uma campanha intitulada ‘SC Contra a Peste Suína Africana’, a fim de conscientizar a população sobre os riscos da doença e as formas de proteger o rebanho catarinense.
Santa Catarina reforça as ações de defesa agropecuária – Foto: Julio Cavalheiro/Governo de SC/Divulgação/ND“ A suinocultura é uma das principais atividades econômicas e nós estamos reforçando a prevenção e conscientização não só dos produtores, mas também dos turistas e catarinenses. Embora a PSA não seja uma doença transmissível para o ser humano, ela prejudica a economia, e nós precisamos proteger a nossa”, diz o secretário de Estado da Agricultura, Altair Silva.
Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina embasa a campanha com vídeos, áudios e materiais impresso e digital distribuídos pelas empresas de comunicação do Estado.
SeguirO que é a Peste Suína Africana?
É uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade. Considerada pela OIE como uma das doenças mais relevantes para o comércio internacional de produtos suínos, a PSA afeta somente os porcos.
A doença está se disseminando pelo mundo, presente atualmente em mais de 50 países, entre eles, a República Dominicana e Haiti – este é o primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 1980. A doença não existe no Brasil, a última ocorrência foi registrada em 1981 e, desde 1984 o país é livre de PSA.
PSA em SC
Embora não ofereça riscos à saúde humana, a peste suína africana causa grande mortalidade nas criações de suínos. Para proteger o agronegócio catarinense, é necessária a colaboração de todos.
A recomendação é que turistas que visitam Santa Catarina não tragam nenhum produto que contenha carne suína. Os produtos apreendidos serão descartados. Caso haja qualquer suspeita da doença, deve-se notificar imediatamente a Cidasc.
Como de praxe nas suinocultura, os produtores não podem alimentar os animais com sobras de comida (lavagem). Além disso, é importante proibir a entrada de estranhos na granja.
Economia
O vírus da PSA gera impacto social e econômico, especialmente para as exportações de produtos de carne suína, para a renda das famílias rurais e para a segurança alimentar.
O agronegócio é considerado o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto estadual.