O presidente da Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), Iomani Engelmann, declarou nesta terça-feira (27) que Santa Catarina tem 10 mil vagas de emprego em tecnologia. A declaração do presidente foi dada em um evento em Fl0rianópolis destinado à discussão entre poder público e setores de tecnologia focados nas cidades.
Setor de tecnologia tem 10 mil vagas em Santa Catarina – Foto: Pexels/Divulgação/NDJá o governador do Estado, Jorginho Mello (PL), falou sobre o papel de Santa Catarina no cenário nacional, na presença do ministro dos Transportes, Renan Filho, que participou da abertura.
“Precisamos de ajuda do governo federal e precisamos aprovar a reforma tributária. Vamos soltar o freio de mão do empreendedor brasileiro para que ele possa crescer”, disse.
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Jorginho Mello (PL) falou sobre o setor de tecnologia em Santa Catarina – Foto: Roberto Zacarias/Secom/NDSegundo Jorginho, a tecnologia chegou e a sociedade exige novas formas de administrar. O governador declarou que este foi o motivo da criação de uma secretaria especializada em tecnologia e inovação, chamada de Secretaria do Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, com gestor escolhido pela Acate.
O secretário da pasta, Marcelo Fett, fará uma apresentação no evento sobre Transformação digital para as cidades e vai falar sobre a agenda da Secretaria, criada na gestão de Jorginho Mello para dar protagonismo ao setor.
Receita bilionária
De acordo com dados da Acate, Santa Catarina tem 20 mil negócios na área, gera 80 mil empregos diretos e com faturamento de R$ 22 bilhões no ano passado.
Em 2021 e 2022, o setor também atraiu R$ 10 bilhões em investimentos para o Estado, entre transações de empresas que foram adquiridas, que abriram capital na bolsa de valores ou que foram investidas.
O mundo demite; Santa Catarina, não
Em entrevista ao repórter Nicolas Horácio, o presidente da Acate explicou que globalmente as chamadas big techs (grandes empresas de tecnologia), agora, estão demitindo. Em Santa Catarina, entretanto, a realidade é outra, porque a maioria das empresas é b2b, ou seja, vendem para outras empresas e, por isso, são um pouco mais resilientes a crises. O principal gargalo do setor, inclusive, ainda é a mão de obra.
“Em Santa Catarina, não é mais empregar, mas empregar com maior qualidade, pagando bem. É o que o setor de tecnologia pode proporcionar”, pondera Iomani.
Ainda segundo ele, a lacuna por mão de obra está sendo suprida, mas não é o suficiente.