Senado aprova regulamentação de mercado de criptomoedas

Proposta traz diretrizes para prestação de serviços de ativos virtuais e regulamenta funcionamento de empresas prestadoras de serviços

Foto de Agência Brasil

Agência Brasil Brasília

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O Senado aprovou nesta terça-feira (26) um projeto que regulamenta o mercado nacional de criptomoedas. A proposta traz as diretrizes para  “prestação de serviços de ativos virtuais” e ainda regulamenta o funcionamento das empresas prestadoras desses serviços.

O texto retorna para a Câmara dos Deputados. As criptomoedas são um tipo de dinheiro totalmente digital, negociado pela internet e o crescimento desse mercado pelo mundo gera preocupação com o uso para lavagem de dinheiro.

Prestadoras de serviços de ativos virtuais precisam obter autorização prévia para funcionamento do mercado – Foto: Shutterstock/NDPrestadoras de serviços de ativos virtuais precisam obter autorização prévia para funcionamento do mercado – Foto: Shutterstock/ND

Para o novo mercado funcionar, as prestadoras de serviços de ativos virtuais terão que obter prévia autorização “de órgão ou entidade da Administração Pública Federal”.

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De acordo com o texto aprovado, ativo virtual é “a representação digital de valor que pode ser negociada ou transferida por meios eletrônicos e utilizada para realização de pagamentos ou com propósito de investimento”, com exceção das moedas nacionais tradicionais e ativos já regulamentados em lei. O Poder Executivo terá que indicar um órgão da Administração Pública Federal para definir quais serão os ativos financeiros regulados pela futura lei.

Diretrizes

A prestação de serviço de ativos virtuais terá que seguir algumas diretrizes, como a obrigação de controlar e manter de forma segregada os recursos dos clientes. Também terá que adotar boas práticas de governança, transparência nas operações e abordagem baseada em riscos; segurança da informação e proteção de dados pessoais; proteção e defesa de consumidores e usuários; proteção à poupança popular; solidez e eficiência das operações.

Será exigida ainda a prevenção à lavagem de dinheiro, ocultação de bens, direitos e valores, combate à atuação de organizações criminosas, ao financiamento do terrorismo e ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa, em alinhamento com os padrões internacionais.

A regulamentação não valerá para as NFTs (Non-Fungible Tokens). Segundo o relator do substitutivo aprovado, senador Irajá (PSD-TO), a NFT, uma espécie de certidão digital de um serviço, poderá ser regulada pelo Executivo em um ato posterior à aprovação do projeto.

*Com informações da Agência Senado

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