Os moradores de Florianópolis que buscam passagens aéreas com destino a São Paulo se assustam com os valores que podem custar até R$ 5,6 mil. Apesar disso, as recentes reduções no preço do Querosene de Aviação trazem esperanças de economia no transporte aéreo.
Passagem aérea partindo de Florianópolis para São Paulo pode custar mais de R$ 5 mil – Foto: Filipe C. Souza/Unsplash/NDVale ressaltar que a Petrobras anunciou, na última sexta-feira (26) diminuição de 10,4% nos preços de venda do Qav (Querosene de Aviação) para as distribuidoras. Anteriormente, o combustível também passou por um reajuste de -2,6%.
Atualmente, uma passagem aérea partindo de Florianópolis para São Paulo no dia 23 de dezembro e voltando quatro dias depois pode variar de R$ 3,5 mil até R$ 5,6 mil. Levando em consideração o histórico de preços, o valor é considerado “muito alto” pois o mesmo trajeto pode custar entre R$ 330 a R$ 720.
SeguirO analista econômico da Fecomercio/SC (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina), Alison Fiuza, explica que a guerra entre Ucrânia e Rússia foi um dos motivos que impactaram o preço do combustível.
“O preço da passagem aérea é formado por diversos componente, sendo que, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, o combustível representa 40% no preço final do ticket. Ou seja, o impacto é muito significativo quando tem uma variação de alta ou baixa”, detalha Alison Fiuza.
Vale ressaltar que os ajustes no preço de QAV são mensais e definidos por meio de fórmula contratual negociada com as distribuidoras.
De acordo com a Petrobras, o valor para as companhias busca “equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal”.
Mesmo com o reajuste, o economista Alison Fiuza afirma que os efeitos no preço das passagens será apenas ao longo prazo. “Isso pode levar cerca de três meses por conta do processo de reorganização do estoque de combustível das empresas e o processo de custo”, explica.
A Petrobras explica que as distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento.
Além disso, a companhia ressalta que o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência e não existem restrições legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas autem como produtores ou importadores.
Mesmo assim, o Procon Municipal de Florianópolis esclarece que “não existe legislação, ou qualquer outra forma legal, que obrigue a empresa a realizar essa redução” no preço das passagens aéreas, após o anúncio de reajuste no Querosene de Aviação e que “depende da política de preços da empresa perante à concorrência”.
O Procon do Estado de Santa Catarina também foi procurado pela reportagem do ND+ para explicar se está monitorando os preços praticados, mas não respondeu até as 19h desta quarta-feira (31). O espaço segue aberto.