Enquanto em Itajaí, poder público, iniciativa privada, comunidade portuária e a população se mobilizam pela manutenção da autoridade portuária na cidade, diante da praticamente certa desestatização do porto por parte do Governo Federal; várias entidades empresariais de Santa Catarina se mostraram favoráveis a concessão total do Porto para a iniciativa privada.
A posição das entidades integrantes do Conselho das Federações Empresarias de Santa Catarina envolvem a Fiesc (Federação das Indústrias), Fecomércio (Federação do Comércio), Faesc (Federação da Agricultura), Fetranscesc (Federação dos Transportes), das Facisc (Federação das Associações Empresariais), das FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas), e Fampesc (Federação das Micro e Pequenas Empresas), além do Sebrae-SC. O posicionamento foi divulgado nesta segunda-feira (14).
Município quer manter autoridade portuária, setor empresarial de SC pensa diferente – Foto: Marcos Porto/Divulgação/SECOM Itajaí/NDEm nota, os empresários consideram que a concessão é fundamental para garantir a competitividade do porto, ao incorporar boas práticas, experiência e novas ideias, com redução de custos, aumento da eficiência e segurança na movimentação de cargas, sem as quais o porto perderá participação de mercado.
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Reunião com as entidades aconteceu em Florianópolis – Foto: MidiaPress/Divulgação/NDParticiparam da reunião do COFEM em Florianópolis, os presidentes da FIESC, Mario Cezar de Aguiar; da FAESC, José Zeferino Pedrozo; da FETRANCESC, Ari Rabaioli; da FACISC, Sérgio Alves; da FCDL, Ivan Taufer; da FAMPESC, Rosi Dedekind; além do vice-presidente da FECOMÉRCIO, Emílio Rossmark Schramm, e o superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.
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Agora, a manifestação das entidades empresariais vai ser enviada ao ministro de Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, um grande entusiasta do modelo de concessão, com a intenção de demonstrar apoio a medida.
Lembrando que a ANTAQ está com o período de consulta pública em aberto até dia 10 de abril, com o objetivo de somar contribuições para o processo que após concluído, pode render mais de R$ 7,8 bilhões aos cofres federais em um contrato de 35 anos prorrogáveis por mais 35.
Concessão x autoridade municipal
O município já confirmou mais de uma vez que defende a ampliação da concessão privada, mas com a autoridade portuária sendo mantida como pública e municipal, como é o modelo atual. No entanto, ao que tudo indica, o Governo Federal demonstra que tem outros planos para o Porto de Itajaí e que, agora, ganhou aliados de peso no setor empresarial.
O leilão de concessão do porto de Itajaí está programado para o segundo semestre desse ano e com o posicionamento dessas entidades favoráveis a total desestatização do porto, nos moldes do Governo Federal, os defensores do modelo atual perdem aliados de peso e relevância na luta pela manutenção da autoridade portuária na cidade.