Sindipetro entra com liminar para conseguir levar combustível aos postos em SC

Sindicato quer garantir escolta policial dos caminhões de combustível até os postos

Redação ND Joinville

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O Sindipetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina) entrou com pedido de liminar na Justiça na tarde desta quarta-feira, dia 8, para tentar escolta policial até os postos de combustíveis que já estão sofrendo com desabastecimento no Estado.

Caminhões são impedidos de sair e entrar para abastecer na base de Guaramirim – Foto: Thiago Bonin/NDTVCaminhões são impedidos de sair e entrar para abastecer na base de Guaramirim – Foto: Thiago Bonin/NDTV

De acordo com a gerente do Sindipetro, Pamela Alessandra Bento, a base de armazenamento e distribuição que fica em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina, continuava fechada na tarde desta quarta-feira. Ao todo, 16 caminhões carregados de combustíveis estavam na base, sem poder sair.

“O Sindipetro entrou com esse pedido liminar para conseguir levar o combustível até os postos”, reforçou Pamela.

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Um caminhão consegue abastecer até três postos de combustível.

De acordo com o Sindipetro, mais de 30 postos em Santa Catarina estão com falta de combustíveis neste momento. Cidades como Joinville, Balneário Barra do Sul, Guaramirim, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul e Garuva são algumas das cidades com desabastecimento.

A situação tende a piorar se os caminhões não forem liberados para chegarem aos postos.

Com medo do desabastecimento, centenas de motoristas formaram filas nos postos  de muitas cidades catarinenses na tarde desta quarta. O trânsito ficou um caos em Joinville, por exemplo. Isto porque os motoristas paravam nas filas na própria via.

Posto no bairro Atiradores, em Joinville – Foto: Camila Scottine/NDTV Record JoinvillePosto no bairro Atiradores, em Joinville – Foto: Camila Scottine/NDTV Record Joinville

A paralisação dos caminhoneiros também já mostra reflexos no porto de São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina. Segundo a empresa, quatro navios deixaram de ser descarregados desde terça-feira (7), o que significa que 41 mil toneladas de produtos siderúrgicos e fertilizantes não estão chegando às fábricas

Paralisações interferem na rotina de porto

As indústrias em Joinville têm sentido impactos do fechamento das estradas. A Acij (Associação Empresarial de Joinville), por exemplo, informou que há relatos de estabelecimentos impactados por falta de insumos.