“Só reforma tributária ampla vai acelerar crescimento econômico”, diz CNI

Projeto deve incluir impostos ICMS e ISS, defende gerente da Confederação Nacional da Indústria em evento na FIESC

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Participando de painel na Semana da Indústria sobre o cenário econômico e político nacional, o gerente de Política Econômica da CNI, Mário Sérgio Telles, enfatizou que só uma reforma tributária ampla, envolvendo o ICMS e o ISS, vai acelerar o crescimento do país.

Semana termina amanhã com Fórum Empresarial – Foto: FIESC

Ele debateu o assunto em painel que também teve a participação do presidente da Holding GBGA, Luiz Gonzaga Coelho; do diretor de relações públicas e governamentais da GM, Adriano Barros, e do presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

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Aguiar voltou a destacar que é importante que a reforma não eleve a carga tributária. “Precisamos de um ambiente favorável, que será construído pelas reformas que defendemos. Entendemos que é necessária a reforma tributária e que ela não eleve a carga tributária. A simplificação da legislação já dará competitividade para a indústria, mas queremos mais, queremos a redução da carga tributária. Em paralelo, defendemos a aprovação da reforma administrativa. O estado brasileiro é inchado, oneroso e não atende as necessidades da população”.

Nota da assessoria da Federação dá mais informações.

“Mário Telles, da CNI, disse que a reforma administrativa também é importante, principalmente pelo controle que ela vai trazer nos gastos públicos com pessoal. Contudo, ressaltou que o sistema tributário brasileiro retira a capacidade de competir do país, tanto nas exportações, quanto no mercado interno”, explicou.

Para exemplificar a situação, ele disse que há um estudo, que será divulgado em breve, que mostra que o produto brasileiro, quando chega ao consumidor final, leva 7,4% de impostos de resíduos tributários, enquanto o produto importado não carrega esses resíduos.

“Além disso, temos custos administrativos muito altos ligados à complexidade do sistema, que retiram a competitividade. Por isso, precisamos aprovar a reforma tributária ampla. Essa é a posição explícita da CNI e da indústria. Não basta apenas a reforma do PIS/Cofins”, reiterou, observando que estudos conservadores, que consideram só o fim da cumulatividade na cobrança de impostos, mostram que em 15 anos a reforma tem capacidade de acelerar o crescimento econômico de 4% a 5%.”