Starbucks recebe ordem de despejo em shoppings de Blumenau por atrasar pagamento de aluguéis

Além das cafeterias em Blumenau, a rede do Starbucks enfrenta a mesma situação em outras cidades do país

Foto de Aysla Pereira

Aysla Pereira Blumenau

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As duas cafeterias do Starbucks inauguradas neste ano em Blumenau, no Vale do Itajaí, receberam ordens de despejo por atrasar o pagamento dos aluguéis. A rede enfrenta uma crise em todo o país e acumula dívidas que chegam à R$ 2 bilhões.

Estabelecimentos do Starbucks em Blumenau recebem ordem de despejoStarbucks tem 12 lojas em Santa Catarina – Foto: Divulgação/ND

Em Blumenau, as cafeterias estão localizadas nos shoppings Norte e Neumarkt, administradas pelo Grupo Almeida Junior. Pela falta de pagamento da locação do espaço, o grupo recorreu à Justiça, solicitando o valor devido e a desocupação das salas alugadas.

Os processos tramitam na 4ª Vara Cível de Blumenau e foram abertos no início de outubro.

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Conforme os autos, o valor da causa cobrado pelo Norte Shopping é de R$ 87,9 mil. Já o Neumarket pede R$ 96 mil.

A decisão proferida pela Justiça define o despejo dos estabelecimentos caso o valor equivalente a três aluguéis não seja pago.

Foi intimado ainda que, se caso o Starbucks não consiga quitar a dívida dentro do prazo, deverá desocupar o local voluntariamente, sob pena de despejo forçado.

O portal ND+ entrou em contato com o Grupo Almeida Junior, que preferiu não se manifestar publicamente sobre o assunto.

Starbucks vive crise econômica

Das 187 lojas da Starbucks no Brasil, 42 foram fechadas após a crise na SouthRock Capital, operadora da marca. Os dados estão no mapa atualizado das lojas, disponível no site da empresa.

O grupo, que além da Starbucks ainda gerencia marcas como Subway e Eatly, já havia solicitado recuperação judicial. Como resultado do pedido, a SouthRock pode perder a licença para operar a marca no Brasil.

Conforme o comunicado oficial da marca, após a pandemia de Covid-19, somados os problemas de inflação “com permanência de taxas de juros elevadas”, os desafios afetaram as operações no Brasil. As dívidas giram em torno de R$ 1,8 bilhão.

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