Taxa de desemprego atinge 8,4%, o menor patamar no Brasil desde 2015, diz IBGE

Segundo a Pnad Contínua, quantidade de profissionais que buscam recolocação no mercado de trabalho equivale a 9 milhões de pessoas

Foto de R7

R7 São Paulo

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Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (17), apontam que nível de desemprego no país atingiu o menor patamar para o período desde 2015. A taxa foi de 8,4% da população no trimestre encerrado em janeiro deste ano.

Com a estabilidade na comparação com os três meses anteriores, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, a quantidade de profissionais fora da força de trabalho equivale a 9 milhões de pessoas. As informações são do R7.

Cerca de 3 milhões deixaram o posto de desempregado em 2022 – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/NDCerca de 3 milhões deixaram o posto de desempregado em 2022 – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/ND

O volume de desocupados continua similar ao apresentado no trimestre terminado em outubro, mas com registro de queda de 3 milhões de pessoas na comparação anual, quando havia 12 milhões de pessoas na busca por uma colocação profissional.

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Adriana Beringuy, coordenadora do estudo, explica que o movimento de estabilidade ainda seria uma repercussão da redução da procura por trabalho nos meses de novembro e dezembro de 2022 sobre o início de 2023.

No trimestre, o nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 56,7%, percentual igual ao alcançado no mesmo trimestre de 2016. Já o contingente de pessoas ocupadas foi de 98,6 milhões, o que representa uma queda de 1 milhão de pessoas em relação ao trimestre terminado em outubro.

Pelo lado da ocupação, o registro é de queda no trimestre, após uma sequência de expansão do número de trabalhadores nos trimestres móveis ao longo de 2022. No confronto anual, o contingente de ocupados continua crescendo, com alta de 3,4%. “Se pelo lado da desocupação há uma estabilidade, pelo lado da geração de trabalho o movimento já é de perda de ocupação”, afirma Beringuy.

“Observamos, assim, dois panoramas: em uma análise de curto prazo, é observada uma queda na formação de trabalho, enquanto no confronto com um ano atrás o cenário ainda é de ganho de ocupação”, completa a pesquisadora.

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