Transporte encabeça inflação em Florianópolis em janeiro

Serviço foi o que mais registrou encarecimento no primeiro mês do ano; despesas pessoais e comunicação também tiveram alta significativa

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Redação ND Florianópolis

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Com alta de 2,57%, o setor do transporte foi o que sofreu a maior alta de inflação no primeiro mês de 2023 em Florianópolis. Principalmente o transporte público, cuja alta foi de 2,97%, a maior do grupo.

Considerando todos os setores, a inflação registrada na Capital foi de 0,72%. Os dados são do ICV (Índice de preços ao consumidor Custo de Vida),  produzido pela Esag/Udesc (Centro de Ciências da Administração e Sócio Econômicas da Universidade do Estado de Santa Catarina).

Transporte é o setor que teve maior alta de inflação em Florianópolis em janeiroTransporte coletivo em Florianópolis encareceu no primeiro mês do ano – Foto: PMF/Divulgação/ND

O aumento destoante do setor com os demais coincide com o reajuste das tarifas dos coletivos da Capital em janeiro, com tarifas que passaram a custar até R$ 6 no dinheiro. Para o transporte convencional no cartão, o reajuste foi menor: de R$ 4,38 para R$ 4,98.

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O aumento também foi registrada nos demais subgrupos do transporte, como os combustíveis (1,84%) e veículo próprio (2,84%). Logo nos primeiros dias de 2023, a gasolina encareceu após a expiração da medida que desonerava os combustíveis.

Conforme o ICV, as famílias destinam cerca de 21% do orçamento para o transporte. É o quinto com a maior fatia da verba familiar, à frente da Saúde, por exemplo. Alimentação e Bebidas compõe o primeiro grupo (21,56%), seguido por Habitação (13,51%) e Artigos de residência (7,20%).

Demais setores

O setor da comunicação marcou a segunda maior alta no grupo, com inflação de 2,10%. Entre as áreas que encareceram estão a internet (5,09%), combos de TV, telefone e internet (4,83%) e TV por assinatura (3,34%).

Também registraram alta os setores de despesas pessoais (1,61%), alimentação e bebidas (0,47%), artigos de resdiência (0,30%), habitação (0,05%) e educação (0,01%). O custo diminui para os setores de vestuário (-2,19%) e saúde e cuidados pessoais (-1,02%).

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