Joinville, Itajaí e Florianópolis estão entre as 50 cidades brasileiras com os maiores PIB (Produto Interno Bruto). As cidades foram listadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2018.
O ND+ buscou especialistas para entender como deve ser o cenário catarinense no pós-pandemia e os motivos que levaram ao destaque destas cidades no levantamento.
Joinville possui o maior PIB entre as cidades catarinenses – Foto: Fapesc/ Divulgação/ Juliano Cruz Fotografia/ NDJoinville é a primeira entre as cidades catarinenses com maior PIB. Em nível nacional, a cidade aparece em 28° lugar e seu produto interno bruto está avaliado em mais de R$ 30 bilhões.
SeguirEm 36° lugar e com o valor avaliado em mais de R$ 25 bilhões, Itajaí foi a segunda a aparecer na lista. Florianópolis está na 45ª posição, com o PIB estimado em mais de R$ 21 bilhões.
As três cidades foram descritas pelo economista e professor de Macroeconomia do Departamento de Economia da FURB, Nazareno Loffi Schmoelle, como sendo de grande porte.
“Outra característica importante de Joinville, Itajaí e Florianópolis: elas estão no eixo estrutural da duplicação da BR-101, todo o trânsito passa por ali”, acrescenta.
Mapeando alguns dos motivos que levam aos altos valores nas cidades, o economista reforça que Joinville é uma cidade de grande porte, Florianópolis se destaca por ser a Capital e Itajaí pela boa localização geográfica e a arrecadação significativa no atacado de combustíveis.
Crescimento em outros locais
O economista destaca ainda outras cidades que apresentam tendência de crescimento. No Oeste do Estado, ele cita Chapecó. No Sul, Criciúma; no Norte, Jaraguá do Sul; e no Vale do Itajaí, Blumenau se posicionam como potências econômicas no Estado.
O destaque para Chapecó também é confirmado pelo diretor de Inovação e Competitividade da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), José Eduardo Fiates. Ele diz que a cidade tem se desenvolvido, principalmente, por conta da presença forte do agronegócio e do fortalecimento do Oeste catarinense.
Após a pandemia, o diretor de Inovação observa uma tendência de crescimento e retomada nacional e de abertura de oportunidades no mercado internacional.
Ele informa que, como consequência da retomada, dois fenômenos estão acontecendo: as empresas estão investindo mais e existe uma disponibilidade reduzida de matéria-prima no mercado.
“É quase generalizada. Por exemplo, o setor têxtil está tendo falta de matéria-prima, de tecido, seja importado ou nacional. O metal está com uma alta e uma indisponibilidade grande no aço. O setor madeira e imóveis está com dificuldades na compra de madeira”, explica Fiates.
A mão de obra qualificada também está em falta. Como exemplo, o diretor cita o setor de tecnologia, que está crescendo e tem dificuldade de contratar profissionais especializados em tecnologia da informação.
Setor de turismo
O setor de turismo foi um dos mais impactados pela pandemia e, segundo o diretor, deve encarar diversos desafios com investimentos e capacidade de caixa.
Ainda assim, a expectativa de Fiates é que este seja um dos maiores verões da história, se o clima ajudar. “As pessoas estão ávidas por retornar às viagens e passeios. Todo mundo querendo fazer turismo”.
Levantamento do PIB em SC
1° Joinville – R$ 30.785.682
2° Itajaí – R$ 25.413.432
3° Florianópolis – R$ 21.059.561
4° Blumenau – R$ 16.953.783
5° São José – R$ 10.607.483
6° Chapecó – R$ 9.602.337
7° Jaraguá do Sul – R$ 8.995.686
8° Criciúma – R$ 7.684.445
9° Brusque – R$ 6.375.501
10° Balneário Camboriú – R$ 5.549.599
Levantamento brasileiro
1° São Paulo (SP) – R$ 714.683.362
2° Rio de Janeiro (RJ) – R$ 364.052.058
3° Brasília (DF) – R$ 254.817.205
4° Belo Horizonte (MG) – R$ 91.957.092
5° Curitiba (PR)- R$ 87.151.950
6° Manaus (AM)- R$ 78.192.321
7° Porto Alegre (RS)- R$ 77.134.613
8° Osasco (SP) – R$ 76.609.046
9° Fortaleza (CE) – R$ 67.024.088
10° Salvador (BA) – R$ 63.526.092.