Três cidades catarinenses estão entre as 50 com maiores PIB no Brasil

Mesmo com os desafios econômicos deixados pela pandemia, os especialistas avaliam uma tendência de crescimento econômico

Erika Artmann Florianópolis

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Joinville, Itajaí e Florianópolis estão entre as 50 cidades brasileiras com os maiores PIB (Produto Interno Bruto). As cidades foram listadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2018.

O ND+ buscou especialistas para entender como deve ser o cenário catarinense no pós-pandemia e os motivos que levaram ao destaque destas cidades no levantamento.

Joinville possui o maior PIB entre as cidades catarinenses – Foto: Fapesc/ Divulgação/ Juliano Cruz Fotografia/ NDJoinville possui o maior PIB entre as cidades catarinenses – Foto: Fapesc/ Divulgação/ Juliano Cruz Fotografia/ ND

Joinville é a primeira entre as cidades catarinenses com maior PIB. Em nível nacional, a cidade aparece em 28° lugar e seu produto interno bruto está avaliado em mais de R$ 30 bilhões.

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Em 36° lugar e com o valor avaliado em mais de R$ 25 bilhões, Itajaí foi a segunda a aparecer na lista. Florianópolis está na 45ª posição, com o PIB estimado em mais de R$ 21 bilhões.

As três cidades foram descritas pelo economista e professor de Macroeconomia do Departamento de Economia da FURB, Nazareno Loffi Schmoelle, como sendo de grande porte.

“Outra característica importante de Joinville, Itajaí e Florianópolis: elas estão no eixo estrutural da duplicação da BR-101, todo o trânsito passa por ali”, acrescenta. 

Mapeando alguns dos motivos que levam aos altos valores nas cidades, o economista reforça que Joinville é uma cidade de grande porte, Florianópolis se destaca por ser a Capital e Itajaí pela boa localização geográfica e a arrecadação significativa no atacado de combustíveis.

Crescimento em outros locais

O economista destaca ainda outras cidades que apresentam tendência de crescimento. No Oeste do Estado, ele cita Chapecó. No Sul, Criciúma; no Norte, Jaraguá do Sul; e no Vale do Itajaí, Blumenau se posicionam como potências econômicas no Estado.

O destaque para Chapecó também é confirmado pelo diretor de Inovação e Competitividade da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), José Eduardo Fiates. Ele diz que a cidade tem se desenvolvido, principalmente, por conta da presença forte do agronegócio e do fortalecimento do Oeste catarinense.

Após a pandemia, o diretor de Inovação observa uma tendência de crescimento e retomada nacional e de abertura de oportunidades no mercado internacional.

Ele informa que, como consequência da retomada, dois fenômenos estão acontecendo: as empresas estão investindo mais e existe uma disponibilidade reduzida de matéria-prima no mercado.

“É quase generalizada. Por exemplo, o setor têxtil está tendo falta de matéria-prima, de tecido, seja importado ou nacional. O metal está com uma alta e uma indisponibilidade grande no aço. O setor madeira e imóveis está com dificuldades na compra de madeira”, explica Fiates.

A mão de obra qualificada também está em falta. Como exemplo, o diretor cita o setor de tecnologia, que está crescendo e tem dificuldade de contratar profissionais especializados em tecnologia da informação.

Setor de turismo

O setor de turismo foi um dos mais impactados pela pandemia e, segundo o diretor, deve encarar diversos desafios com investimentos e capacidade de caixa.

Ainda assim, a expectativa de Fiates é que este seja um dos maiores verões da história, se o clima ajudar. “As pessoas estão ávidas por retornar às viagens e passeios. Todo mundo querendo fazer turismo”.

Levantamento do PIB em SC

1° Joinville – R$ 30.785.682

2° Itajaí – R$ 25.413.432

3° Florianópolis – R$ 21.059.561

4° Blumenau – R$ 16.953.783

5° São José – R$ 10.607.483

6° Chapecó – R$ 9.602.337

7° Jaraguá do Sul – R$ 8.995.686

8° Criciúma – R$ 7.684.445

9° Brusque – R$ 6.375.501

10°  Balneário Camboriú – R$ 5.549.599

Levantamento brasileiro

1° São Paulo (SP) – R$ 714.683.362

2° Rio de Janeiro (RJ) –  R$ 364.052.058

3° Brasília (DF) – R$ 254.817.205

4° Belo Horizonte (MG) – R$ 91.957.092

5° Curitiba (PR)- R$ 87.151.950

6° Manaus (AM)- R$ 78.192.321

7° Porto Alegre (RS)- R$ 77.134.613

8° Osasco (SP) – R$ 76.609.046

9° Fortaleza (CE) – R$ 67.024.088

10°  Salvador (BA) – R$ 63.526.092.

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