A Black Friday está batendo à porta e muitos consumidores já estão de olho em promoções para aproveitar a sexta-feira (26).
Para ajudar moradores a não caírem em armadilhas, o Procon de Joinville, no Norte de Santa Catarina, reuniu uma série de orientações que vão garantir uma compra segura e, de fato, promocional.
Procon dá dicas para não cair em golpes na Black Friday – Foto: Pixabay/Reprodução/NDA primeira dica é, justamente, ter atenção e paciência na hora de comprar. “Quem faz a compra com pressa, afobado, com muito entusiasmo, viu e já quer comprar, pode cair num golpe”, explica a gerente do Procon municipal, Cristiane Berger.
SeguirSegundo ela, é importante prestar atenção nos endereços eletrônicos. “Lojas muito conhecidas podem ser clonadas, copiadas, então toda atenção é pouca”, explica. Uma dica é baixar o aplicativo do estabelecimento; assim, as chances são menores de cair em golpe.
Embora sejam esperados bons preços, outra dica é desconfiar de ofertas muito baratas. “Aqui no Brasil a gente não tem uma Black Friday nos moldes americanos. A gente tem bons descontos, mas não são tão grandes assim”, diz a gerente.
“Se você vir que um produto está muito barato, pesquise e compare com as demais lojas”, complementa.
Acompanhamento é uma saída
Às vezes, os descontos podem ser fraudulentos. Dessa forma, o ideal é acompanhar o preço do produto durante um período antes de comprar na Black Friday.
“O Procon fiscaliza, mediante denúncia, lojas que podem praticar aumentos abusivos na tentativa de iludir o consumidor”, explica Cristiane.
O Procon alerta que alguns descontos podem ser fraudulentos – Foto: Divulgação/Decom/Arquivo/NDO consumidor também deve ficar atento quanto ao preço final em caso de parcelamentos. Isso porque é normal incluir juros em compras parceladas.
“É preciso saber se o parcelamento é sem juros. Muitos casos que chegam ao Procon são de pessoas que compraram em muitas prestações e quando vão ver estão pagando duas, três vezes o valor original do produto”, esclarece a gerente.
“Quando a pessoa faz de forma afobada, corre risco de pagar mais e não prestar atenção nesses detalhes, finaliza.
Outras dicas
- É importante o consumidor saber que o prazo de entrega pode variar. Ele precisa saber se a mercadoria vai chegar dentro de 1, 7, ou 30 dias;
- Nota fiscal é direito do consumidor. Se o lojista se recusar, o cidadão pode fazer uma queixa junto à Secretaria da Fazenda do Estado;
- Se o consumidor acha que foi vítima de algum golpe, ao procurar o Procon, é preciso ter em mãos um pedido de compra, um comprovante de pagamento, prints das conversas de WhatsApp (se a compra foi feita pelo aplicativo de mensagens, mas áudios não são aceitos);
- Antes de comprar, pesquise em sites de reclamações contra empresas sobre atendimento, compra, venda, produtos e serviços;
- Cuidado com compras de sites estrangeiros, as regras do Código do Consumidor não se aplicam se o site não tiver representantes no Brasil;
- Consulte sempre a página oficial da loja;
- Verifique a reputação do fornecedor;
- O prazo de arrependimento para compras on-line ou por telefone é de sete dias a partir da entrega do produto;
- Verifique antecipadamente a política de troca da loja.