Valor do dólar dispara nesta sexta (4), após retaliação da China contra ‘tarifaço’ de Trump

Moeda americana fechou em alta frente ao real após China retaliar tarifas de Trump com taxa de 34%; petróleo despenca 7% e aumenta aversão a risco

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Deny Campos Florianópolis

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O valor do dólar fechou o dia em alta nesta sexta-feira (4), conforme o Banco Central do Brasil. Pela manhã, a moeda norte-americana estava custando R$ 5,72. Na quinta-feira (3), o fechamento ficou em R$ 5,62.

Valor do dólar fecha disparado nesta sexta-feira (4)Valor do dólar fecha disparado nesta sexta-feira (4), após China retaliar tarifas de Trump – Foto: Deny Campos/Arte/ND

O valor do dólar registrou forte alta nesta sexta-feira (4), revertendo o movimento de baixa da véspera. A divisa americana se fortaleceu tanto no mercado interno quanto externo após a China anunciar tarifas de 34% sobre produtos dos EUA – retaliação direta ao “tarifaço” de Trump que começa em 10 de abril.

Confira o valor do dólar hoje

Dólar comercial

Usado em negociações internacionais e operações financeiras.

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  • Compra: R$ 5,833
  • Venda: R$ 5,834

Dólar turismo

Voltado para viagens e compras no exterior, sua cotação inclui impostos e taxas.

  • Compra: R$ 5,880
  • Venda: R$ 6,060

Às 15h19 (horário de Brasília) desta sexta-feira (4), o dólar à vista operava em alta de 3,56%, cotado a R$ 5,829 na compra e R$ 5,830 na venda. Na B3 (Bolsa de Valores brasileira), o dólar para maio, atualmente mais líquido, subia 3,11% com 5.642 pontos.

O que fez o dólar subir?

Enquanto o petróleo despencava mais de 7%, pressionando moedas de países exportadores de commodities, o dólar encontrou sustentação no relatório positivo de emprego americano (228 mil vagas em março). Contudo, os mercados seguem temerosos com os desdobramentos da guerra comercial e seus impactos recessivos.

Cenário Internacional

  • Retaliação chinesa com tarifas de 34% sobre produtos americanos
  • Queda brusca no preço do petróleo (-7%) afetando moedas commodity
  • Mercados precificando cortes mais agressivos pelo Fed (125 pontos até dezembro)

Impactos no Brasil

  • Dólar revertendo queda recente e buscando patamares mais altos
  • Aumento da aversão a risco em mercados emergentes
  • Pressão sobre o real junto a outras moedas ligadas a commodities

Os juros futuros recuam globalmente, com investidores migrando para ativos seguros. O temor de recessão nos EUA – potencializada pela guerra comercial – levou o mercado a antecipar os cortes de juros pelo Federal Reserve, criando um ambiente volátil para o valor do dólar nos próximos dias.

Enquanto isso, as bolsas europeias operam em queda e o índice dólar (que mede a moeda americana contra seis pares) oscila após a sequência de anúncios protecionistas. Analistas alertam que a escalada tarifária pode marcar o início de um período de maior instabilidade para os mercados cambiais globais.