Veja quais regras sanitárias estão valendo para a pesca da tainha em SC

Temporada começa a partir do dia 1º de maio, mas gerente de pesca de SC afirma que ainda é cedo para estipular a expectativa da safra

Marcos Jordão Florianópolis

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As definições sobre as regras sanitárias que devem ser adotadas durante a temporada de pesca da tainha, que começa a partir de 1º de maior, gerou dúvidas entre os pescadores de Santa Catarina.

O gerente de pesca e aquicultura de Santa Catarina, Sérgio Winckler da Costa, explicou nesta segunda-feira (19) que o Governo do Estado, ainda em 2020, havia definido medidas para a pesca de arrasto como um todo. Porém, uma atualização, através da portaria 85 de 29 de janeiro de 2021, definiu as regras sanitárias que devem ser seguidas. 

Pesca de tainha em Santa CatarinaTemporada de tainha começa a partir de 1º de maio em SC – Foto: Divulgação/ND

“O que fizemos nesta segunda-feira (19) é divulgar as medidas desta portaria (85) nos grupos de pesca e secretarias municipais. São regras padrões para evitar o contágio e a aglomeração, por exemplo”, explicou Sérgio Winckler da Costa.

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Veja quais são:

  • Uso de máscara obrigatório por todos os envolvidos na prática;
  • Embarcações e redes usadas devem estar de acordo com a legislação vigente;
  • O Patrão de pesca ou proprietário da embarcação deverá designar duas pessoas que ficarão responsáveis por garantir o cumprimento das normas de prevenção à Covid-19, inclusive orientando populares e curiosos a deixarem o local;
  • Na praia, só poderão permanecer as pessoas envolvidas diretamente na pesca, usando máscara e mantendo a distância mínima de 1,5 metro;
  • Limitação de pessoas na operação de pesca por canoa:
    • Máximo de 50 pessoas para o arrasto com canoa a remo (região de Jaguaruna a Itapoá);
    • Máximo de 25 pessoas para arrasto com canoa motorizada (região de Imbituba a Passo de Torres);
  • Na operação de retirada da rede, todos devem manter distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas que puxam a rede;
  • Permitida a permanência no rancho de pesca somente da equipe mínima envolvida no lançamento da rede (patrão, remeiros, chumbereiro e a pessoa que fica na praia com a ponta do cabo). O restante do grupo deve aguardar o chamado em abrigos temporários, ao longo da praia ou nas suas casas;
  • Pessoas pertencentes ao grupo de risco devem evitar participar das atividades;
  • Disponibilizar álcool 70% para desinfecção das mãos e de superfícies expostas, como mesas, utensílios, vasilhames diversos, entre outros;
  • Ao término da pesca, todos devem sair da praia, evitando aglomerações além das estritamente necessárias para a atividade.

Vale ressaltar que o Governo do Estado tem liberdade para redefinir as medidas de combate ao novo coronavírus assim que entender necessário e conforme a atual situação da pandemia em Santa Catarina.

Assim como já trouxe a reportagem do ND+, houve também a redução das cotas, ou seja, a quantidade de peixe que pode ser pescado em cada modalidade.

A portaria do governo federal estabelece a quantia de 605 toneladas para a modalidade de cerco traineira, e 780 toneladas para a modalidade de emalhe anilhado.

Segundo o gerente de pesca e aquicultura de Santa Catarina, sete barcos estão homologados para a pesca industrial e outros 130 de emalhe anilhado (pesca artesanal).

Expectativa para a temporada

No entanto, o gerente afirmou que ainda é cedo para estipular uma expectativa para a temporada de pesca das tainhas na costa catarinense.

“Falar sobre a safra da tainha é dar uma de cartomante porque a pesca depende de muitas condições climáticas, por exemplo, se o alto-mar estará muito agitado para os peixes irem em direção à costa para se protegerem”, explicou Sérgio Winckler da Costa.

O oceanólogo da Epagri/Ciram, Argeu Vanz, afirmou que ainda é cedo para fazer uma previsão de como estará o mar durante a safra da tainha. No entanto, explicou quais critérios são necessários para uma boa pesca ao longo da costa de Santa Catarina.

“O vento Sul é importante porque tem funções básicas para impulsionar a água mais fria do Sul para a costa catarinense. Assim como é necessário a diminuição das ondas para que a tainha encoste no litoral”, detalhou o oceanólogo.

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