O reajuste de preços dos combustíveis anunciado pela Petrobrás, na última quinta-feira (10), já resultou em uma busca intensa por gasolina mais barata nos postos de combustíveis de Santa Catarina. Além disso, o gás de cozinha pode passar dos R$ 130 em Florianópolis.
Gás de cozinha passará de R$ 130 na Capital – Foto: Ascom Ceará/Divulgação/NDDe acordo com a Petrobras, o reajuste nas distribuidoras será de 16%. De acordo com o presidente do Sinregás (Sindicato dos Revendedores de Gás), Jorge Magalhães de Oliveira, os consumidores sentirão o real aumento do preço de sábado (12) para segunda-feira (14).
“A distribuidora ainda está passando o reajuste para as revendas que a Petrobras anunciou. O consumidor vai receber o aumento só a partir de sábado ou segunda porque alguns pontos ainda estão com estoque”, explica o presidente do Sinregás.
SeguirDe acordo com a pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizada entre o dia 27 de fevereiro e o último sábado (5), o botijão de 13 kg estava custando, em média R$ 110,85 em Santa Catarina. Enquanto o menor preço era encontrado de R$ 95,99, o mais caro foi de R$ 135.
Entre as quatro unidades pesquisadas na Capital, o preço médio é de R$ 109,75. Apesar disso, em uma breve pesquisa realizada no fim da tarde desta sexta-feira (11) pelas revendas de Florianópolis, o gás de cozinha está custando R$ 130.
“Com o aumento de 16,1%, o gás de cozinha pode subir entre R$ 10 e 12 para as revendedoras. O preço final depende do valor repassado pela distribuidora e os preços variam de cada distribuidora porque depende dos gastos de cada uma. A política de preços é bem flexível nesse quesito”, esclarece Jorge Magalhães de Oliveira.
Enquanto isso, em breve pesquisa realizada nesta sexta, algumas localidades já alertam que restam poucas unidades com o preço “antigo”, por exemplo, de R$ 120 e que passará para R$ 135.
Entenda o aumento
Em nota, a Petrobras destaca que “após 152 dias”, o preço do GLP (Gás liquefeito de Petróleo) passará por reajuste.
“Apesar da disparada dos preços do petróleo e seus derivados em todo o mundo, nas últimas semanas, como decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, a Petrobras decidiu não repassar a volatilidade do mercado de imediato, realizando um monitoramento diário dos preços de petróleo”, esclarece.
Ainda por meio de nota, a empresa afirma que o aumento é necessário para que o “mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de abastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.
Assim como destacou a redução da oferta global de petróleo por conta da restrição de acesso ao derivado da Rússia, regularmente exportados para países do ocidente.
Sendo assim, o preço médio da venda do gás de cozinha da Petrobras, para as distribuidoras, passou, nesta sexta-feira, de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, ou seja, R$ 58,21 por 13 kg, refletindo um reajuste médio de R$ 0,62 por kg.