Os preços dos produtos e serviços consumidos pelas famílias de Florianópolis encareceram 0,72% em fevereiro, mostra o ICV/Esag (Índice de Custo de Vida). Segundo os pesquisadores, o aumento nas despesas com ensino “encabeçou” a inflação neste mês.
A ação ocorre durante esta semana, ao final, o resultado será divulgada na página do órgão. – Foto: Arquivo/Procon Xanxerê/Divulgação/NDOs produtos e serviços ligados à educação registraram a maior alta entre os grupos de preços pesquisados. O setor subiu em média 6,14%. “Este grupo, sozinho, foi responsável por mais da metade da composição do índice de inflação do mês”, destacam os pesquisadores do ICV.
As mensalidades das escolas e universidades aumentaram cerca de 9%, enquanto cursos não regulares subiram 2,7% – como os pré-vestibulares, cujo encarecimento foi de 6,9% comparado ao mês anterior. O material escolar, por sua vez, cravou alta de de 4%. Pesquisa realizada pelo Procon constatou diferença de até 3.000% no material escolar em Florianópolis.
SeguirO ICV é calculado mensalmente pela Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), por meio do Esag (Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas), com apoio da Fesag (Fundação Esag).
A taxa de encarecimento registrada em fevereiro é semelhante ao constatado pelo grupo em janeiro. No entanto, ao comparar fevereiro de 2023 com o mesmo mês de 2022, o percentual caiu – no segundo mês de 2022, a inflação foi de 0,89%.
Abacaxi é o alimento que mais encareceu
O encarecimento dos alimentos desacelerou em fevereiro, quando a inflação no grupo foi de 0,30% (contra 0,47% em janeiro). “Desta vez, os aumentos ficaram concentrados na comida comprada em feiras e supermercados para consumo em casa (0,48%)”, destaca o grupo.
Com aumento de 10,6%, o preço do abacaxi é o que mais encareceu dentre os alimentos analisados no grupo. Também registraram encarecimento significativo a laranja paulista (8,4%), melancia (5,5%) e mamão (4,9%). O preço do pão integral subiu 4,4%.
Em menor escala, encareceram as carnes (1%), pescados (0,9%) e leite e derivados (0,75%). O preço do pão integral subiu 4,4%. Por outro lado, houve queda nos preços dos tubérculos, raízes e legumes (-6,53%). Ficaram mais baratos itens como o tomate (-9,6%), a batata inglesa (-7,5%) e a cebola de cabeça (-6%).
Os preços das refeições em restaurantes e lanchonetes ficam praticamente estáveis (0,04%).
Outros setores
Setor que mais encareceu em janeiro, os serviços e produtos relacionados ao transporte tiverem seus preços reduzidos no último mês. Os combustíveis tiveram redução de -1,20%- a queda se deveu justamente ao preço da gasolina (-1,7%), segundo o ICV/Esag.
“Essa redução foi suficiente para que o grupo dos preços de produtos e serviços ligados aos transportes também tivesse redução em fevereiro (-0,29%)”, destacam os pesquisadores. Os preços dos demais combustíveis (etanol e diesel) ficaram estáveis.
“Além de educação e alimentos, tiveram alta em fevereiro os artigos de residência (0,92%) e de vestuário (0.43%), as despesas pessoais (1,13%), preços relacionados a saúde e cuidados pessoais ( 0,57%) e os serviços de comunicação (2,53%). Ao lado dos transportes, houve redução nos preços ligados à habitação (-0,18%)”, conclui o informe.