Por mais que os livros e exemplos sejam um caminho para o aprendizado, colocar a mão na massa é a melhor opção para sair da teoria e iniciar a prática. Foi assim que os alunos do segundo ano da Escola Municipal Professor Avelino Marcante Extensão, em Joinville, aprenderam sobre os estados da água, na aula de ciência.
A ideia partiu da educadora Marcele Cristina de Santiago Vieira, que identificou a dificuldade dos estudantes em perceber as transformações dos estados da água – sólido, líquido e gasoso.
“Abordei o livro didático, trouxe gelo, água, tampa de panela com vapor e cartazes, mas observei que ainda não havia ficado claro para eles a mudança. Foi então que tive a ideia de os alunos colocarem a mão na massa”, conta Marcele.
SeguirO desafio era criar algumas guirlandas com elementos naturais e as crianças decidiram produzir o material em diversos formatos, com moldes maiores e menores – incluindo uma das formas mais conhecidas: a de bolo.
Para entender os estados da água, folhas secas, flores, pedras, galhos e corantes foram utilizados para dar vida às guirlandas. Todo o processo foi realizado na escola, preenchendo os moldes e incluindo os itens que foram recolhidos na unidade.
“Após as forminhas estarem prontas, levei todas para casa e coloquei no freezer por três dias. A expectativa dos alunos crescia a cada dia”, comenta a professora.
Para conferir o resultado foi feita uma instalação no jardim, com todas as guirlandas e móbiles pendurados em árvores. Enquanto cada um observava o próprio trabalho, a canção Naturágua, do grupo Palavra Cantada, era tocada – a melodia conta a trajetória da água.
“Os olhares de admiração, o toque nas peças congeladas, a música tocando, foi um momento mágico”, declara a responsável pelo projeto. Além da entrega e da curiosidade em conferir o trabalho feito pela turma, a experiência ficou marcada nos estudantes.
“A conclusão é que precisamos atrair a atenção, o desejo de aprender de forma mais especial e criativa, indo além dos livros e da sala de aula, saindo do cotidiano, fazendo com que eles vivenciem experiências que levarão para o resto das vidas”, conclui a professora.