De comida a varejo, a entrega de pedidos por drone tem sido testada por grandes empresas no mundo todo – inclusive em terras brasileiras – para servir como solução quando o assunto é logística.
Além de gerar praticidade, a novidade agiliza os processos, aprimora a experiência do cliente e ainda beneficia a população de difícil acesso com este modelo de serviço.
Alunos criam sistema inteligente de logística de entregas para Joinville – Foto: Renata Bomfim/Divulgação/its TeensMaior cidade do Estado, Joinville também enfrenta dificuldades no setor. Isso porque o trânsito intenso, as peculiaridades de cada bairro e até mesmo problemas causados por enchentes fazem com que esse processo seja mais demorado.
SeguirEssas observações da cidade foram feitas por cinco alunos da Escola Municipal Padre Valente Simioni, que apresentaram uma solução para resolver o desafio de logística no campeonato First Lego League (FLL), categoria explore, para estudantes de seis a dez anos.
A equipe “Los Valentinos” mostrou um sistema inteligente de logística de entregas para Joinville com o desenvolvimento do car drone (carro voador), que rendeu primeiro lugar na etapa nacional na categoria solução inovadora, concorrendo com 13 equipes de todo o Brasil.
Na competição internacional de robótica, os participantes são desafiados a usar a ciência e a tecnologia para encontrar soluções criativas e inovadoras para questões do dia a dia. Nesta temporada Cargo Connect, as equipes da categoria explore usaram a programação de blocos por imagem e o tabuleiro da Lego.
“A gente trabalha com diferentes realidades dentro da escola pública: tem crianças que nunca viram Lego na vida, então, quando elas vêm para cá, elas mexem, brincam, ficam maravilhadas”, descreve Gilmara dos Santos, professora integradora de mídia e metodologias (PIMM) da unidade.
Com construções em pecinhas dos pontos turísticos de Joinville, as crianças representaram a estratégia de entrega de mercadoria, desde a chegada na indústria da cidade, o processo de triagem para separação das cargas até a ideia da entrega, que pode ser de drone, caminhão, ciclistas, skatistas ou mesmo pedestres, no caso de menores distâncias.
Também simularam o transporte aquático, para entrega das cargas pelas águas até o seu destino final. “Construir em equipe, fazer construções, saber a logística e conseguir fazer o sistema automatizado para não haver nenhum problema” foi o que Vinicius Spindola, nove anos, mais gostou da missão.
Para a professora Daniela Pereira, também PIMM na escola, incentivar a participação dos alunos em campeonatos de robótica agrega inúmeros benefícios, construídos por meio de uma trajetória de aprendizagem. “Eles desenvolvem muito mais o raciocínio lógico, poder de oratória, de explicação. Eles sabem e aprendem a programar, a montar e mexer com o design das coisas e começam a perceber e relacionar conhecimento de sala de aula.”
O sucesso que o clube de robótica faz na EM Padre Valente Simioni atrai crianças de todos os anos de ensino. Com grupos formados por projetos, o espaço atende 35 estudantes para conseguir envolver o maior número de interessados nas atividades.