Pensando em unir práticas pedagógicas com a importância de debater sobre os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), a Escola Municipal Heriberto Hulse, de Joinville, promoveu a III Mostra Maker. A exposição contou com trabalhos que incluem jogos da memória e uma bicicleta que produz suco. O objetivo era conscientizar a comunidade sobre a agenda mundial.
A “ODS na Cultura Maker” contemplou o projeto da bicicleta que ao ser pedalada aciona o liquidificador para produzir sucos naturais – Foto: Arquivo pessoal/DivulgaçãoNomeado de “Os ODS na Cultura Maker”, todos os projetos foram produzidos com base nas propostas adotadas pela ONU (Organização das Nações Unidas), que tem como finalidade incentivar os países no desenvolvimento de práticas sustentáveis dentro das dimensões sociais, ambientais e econômicas — assunto que já estava sendo trabalhado em sala de aula desde o início do ano.
Os ODS na Cultura Maker
Os ODS foram tema da III Mostra Maker da unidade – Foto: Arquivo pessoal/DivulgaçãoEm sua terceira edição, a mostra contemplou iniciativas das turmas do primeiro ao quinto ano, cada uma abordando um objetivo diferente. Com o foco no “ODS 12: Consumo e produção responsável”, a equipe do primeiro ano A elaborou bilboquês com materiais recicláveis e arrecadou brinquedos que foram doados às crianças do Pastoral da Infância.
SeguirAinda no mesmo ano, na turma B, o tópico explorado foi o 15, com ênfase na vida terrestre, oportunidade em que aprenderam mais sobre os animais com risco de extinção e criaram um jogo da memória. Já no C, com o ODS 14, os bichinhos marinhos eram o tema — aqui, além de confeccionar espécies com materiais recicláveis, as crianças aprenderam sobre os cuidados que se deve ter com os mares e rios.
Já as equipes dos segundos anos focaram no “ODS 11: cidades e comunidades sustentáveis”, e produziram uma maquete abordando a importância dos recursos naturais, falando sobre energia solar e eólica, meios de transportes não poluentes, hortas comunitárias e uma composteira.
Ainda na parte sustentável, os terceiros anos conheceram diferentes tipos de energia limpa e desenvolveram uma maquete com a energia eólica. Já os quartos anos A e B se concentraram no sexto objetivo – água potável e saneamento. Dentro do tema, estudaram a possibilidade de reutilizar a água do ar-condicionado em uma horta hidropônica.
Partindo para os quintos anos as equipes A, B e C trabalharam os temas “Indústria, inovação e infraestrutura”, “Saúde e bem-estar”, e “Educação de qualidade”, respectivamente. A exposição contemplou uma maquete para mostrar como a força d’água pode se transformar em energia; uma horta de chás – com vasos confeccionados com garrafas pets – com degustação das bebidas; e um jogo pedagógico.
Com a orientação da integradora de mídia (e responsável pela mostra), Raquel Gullini, e o auxílio do professor de Educação Física, Fabio Roberto do Rosário, a equipe da robótica do quarto ano recebeu um desafio complexo: criar uma bicicleta que produzisse sucos de frutas naturais.
Focando no “ODS 3: saúde e bem-estar”, a proposta uniu a criatividade com a prática de alimentação saudável e exercício físico. Para atingir o desafio, os alunos criaram moldes e instalaram um liquidificador na bicicleta. “A primeira ideia não deu certo, aí vieram vários erros até que colocamos um cano para ligar o eletrodoméstico, e com isso conseguimos fazer os sucos”, relembra o estudante Matias Decker de Souza Canale.
Em outra turma do quarto ano da robótica, abordando o “ODS 12: consumo e produção responsável”, os bichinhos foram o foco, com a criação do “Pet para Pet: uma produção contemplando bebedouros e comedouros feitos a partir de garrafas pet.
As mudanças climáticas também foram pauta, já que a turma do quinto matutino ficou com a responsabilidade de criar uma maquete que representasse as ações humanas no clima, além de programar uma placa de microbit para medir a temperatura. O grupo ainda distribuiu sementes de ipês para a comunidade escolar.
Por fim, o “ODS 12: consumo e produção sustentável” e o “ODS 2: fome zero e agricultura sustentável” foram tema das equipes do quinto ano vespertino. Enquanto uma turma criou o “Car Crash” – utilizando o Lego WeDo, o protótipo de um carrinho com o objetivo de colher o lixo do chão -, os outros estudantes, com uma placa de microbit, desenvolveram um modelo de alarme de umidade do solo, visando a economia de água nas plantações (em caso de pouca imunidade, a irrigação aconteceria).
A mostra foi uma oportunidade de unir os conhecimentos teóricos com a prática, de maneira inovadora e eficiente. “O trabalho por projetos faz com que os alunos vivenciem todo o desenvolvimento, se envolvam nas experiências, trabalhem com a cooperação entre os pares e utilizem do processo criativo por meio das interações”, relata Raquel.
Confira a galeria dos projetos expostos na III Mostra Maker.