Após caso em creche de SC, veja como as escolas de Joinville atuam para prevenir ataques

Morte de três crianças e duas professoras em unidade escolar do Oeste catarinense preocupou pais e responsáveis que precisam deixar seus filhos diariamente nas escolas da cidade

Redação ND* Joinville

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A morte de três crianças e duas professoras após um atentado em uma creche de Santa Catarina causou comoção em vários pais. Mas, além disso, também provocou medo e o questionamento: será que meus filhos realmente estão seguros nas escolas?

Portões fechados e vigilantes são algumas das medidas adotadas na rede municipal de ensino – Foto: Adriano Mendes/NDTVPortões fechados e vigilantes são algumas das medidas adotadas na rede municipal de ensino – Foto: Adriano Mendes/NDTV

Segundo Renata Fachini, diretora de um Centro de Educação Infantil de Joinville, no Norte do Estado, assim que as primeiras notícias sobre o ataque saíram na mídia, vários pais ligaram para a unidade preocupados.

Um dos motivos, foi que o crime também aconteceu uma escola de educação infantil. Um jovem, com duas facas, entrou na creche Pró-Infância Aquarela e matou cinco pessoas. As vítimas são a professora Keli Adriane Aniecevski, 30 anos, a agente educadora Mirla Amanda Renner Costa, 20 anos, e os bebês Sarah Luiza Mahle Sehn, 1 ano e 7 meses, Anna Bela Fernandes de Barros, 1 ano e 8 meses, e Murilo Massing, 1 ano e 9 meses.

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Escola infantil pró-infância Aquarela, de Saudades viveu dez minutos de pesadelo – Foto: Willian Ricardo/NDEscola infantil pró-infância Aquarela, de Saudades viveu dez minutos de pesadelo – Foto: Willian Ricardo/ND

Para evitar que tragédias parecidas como a que aconteceu em Saudades, no Oeste catarinense, se repitam, a secretaria de Educação da cidade tem tomado algumas medidas.

“Todo o acesso as escolas é feito por meio de interfones. Ou seja, os profissionais só abrem após identificação. Além disso, todos são treinados para que não deixem que pessoas estranhas ou sem autorização entrem nas unidades”, explica o secretário de educação, Diego Callegari.

Além disso, a maioria das unidades também contam com vigilantes na entrada. “Nós sempre fazemos esse reforço de segurança e cuidados no nosso trabalho de formação. Afinal, segurança tem que vir em primeiro lugar”, comenta.

O mesmo cuidado também é tomado nas unidades particulares. Segundo Rafaela Spezzia, vice-presidente do núcleo de educação da Ajorpeme, nas escolas da rede privada existe a orientação para que sejam adotadas medidas de prevenção a ataques.

“Nós temos uma grande preocupação para manter as crianças seguras. Ter muros altos, portão eletrônico, biometria, vigilantes, são algumas ações que fazemos para garantir o bem mais precioso que existe, que é a vida desses alunos”, pontua.

Independente de qual for a escola, o recado continua o mesmo: além do carinho e o ensino pedagógico, a segurança faz parte do planejamento escolar.

*Com informações da repórter Sabrina Aguiar, da NDTV 

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