Após cobrança do TCE, governo de SC diz que investirá R$ 6,7 bilhões no ensino básico

Valor está em relatório do governo enviado ao TCE, após cobranças de investimentos no ensino básico em função do programa Universidade Gratuita

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Gabriela Ferrarez Florianópolis

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O Governo de Santa Catarina informou que investirá cerca de R$ 6,7 bilhões no ensino básico em 2023. O valor é pouco mais que o mínimo constitucionalmente exigido do Estado, de aproximadamente R$ 6,27 bilhões.

Os dados são do relatório feito pelo Estado para prestar contas ao TCE (Tribunal de Contas do Estado), após cobranças da Corte acerca do programa Universidade Gratuita.

Governo de SC investe R$ 6,7 bilhões no ensino básico, pouco mais que o mínimo exigidoConstituição catarinense exige que 25% do orçamento do Estado seja destinado ao ensino básico – Foto: Governo do Estado de SC/Reprodução/ND
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O órgão recomendou que, mesmo com o Universidade Gratuita, o governo estadual preservasse o mínimo de 25% exigido para o ensino básico e os 5% para o ensino superior, conforme determina o artigo 170 da Constituição catarinense.

De acordo com o governo, Santa Catarina tem 1.053 escolas de educação básica e mais de 530 mil estudantes na rede. O relatório diz que os investimentos serão destinados a melhorias pedagógicas e de infraestrutura.

12 municípios de SC não investiram o mínimo, diz TCE

Doze municípios de Santa Catarina foram alertados pelo TCE-SC (Tribunal de Contas do Estado) para complementar investimentos mínimos de 25% na educação que deveriam ter sido aplicados em 2020 e 2021. De acordo com o órgão, os valores deverão ser repostos até o fim de 2023.

Segundo o TCE, a Emenda Constitucional 119/2022, publicada em abril de 2022, flexibilizou a obrigação do pagamento. Com isso, o fato de o valor não ter sido investido entre 2020 e 2021 não implica em irregularidade, já que o período foi o auge da pandemia da covid-19.

Apesar disso, de acordo com o documento enviado pelo presidente do TCE-SC, o conselheiro Herneus De Nadal, a pandemia de covid-19 flexibilizou, mas não desobrigou o investimento mínimo de 25% na educação.

Conforme alguns dos municípios, o valor mínimo exigido já foi investido.

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