Veja como ficam as aulas nas escolas municipais de Florianópolis após greve dos servidores

Ano letivo iniciou nesta quarta-feira para 38 mil crianças e adolescentes da rede municipal de ensino da Capital; greve foi decidida durante assembleia geral

Marcos Jordão Florianópolis

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Os profissionais da Educação e de outros setores da Prefeitura de Florianópolis decidiram, nesta quarta-feira (9), entrar em greve por tempo indeterminado.

Ano letivo iniciou nesta quarta-feira (9) na rede municipal de ensino – Foto: Leo Munhoz/NDAno letivo iniciou nesta quarta-feira (9) na rede municipal de ensino – Foto: Leo Munhoz/ND

No entanto, como ficam as aulas para as 38 mil crianças e adolescentes matriculados na rede municipal de ensino de Florianópolis que iniciaram o ano letivo nesta quarta-feira após o anúncio dos profissionais?

O dia também marcou o retorno de 2.050 pessoas que querem completar o estudo fundamental na EJA (Educação de Jovens, Adultos e Idosos). Eles foram recebidos pelos cerca de 5 mil profissionais da educação na Capital.

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De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, ainda não é possível saber quais profissionais e de quais unidades de ensino irão aderir ao movimento da greve.

Por conta disso, a pasta orienta que os responsáveis pelos estudantes entrem em contato com as escolas para saber se as aulas seguirão de forma normal ou se as atividades serão paralisadas.

Entenda

A decisão da greve ocorreu durante assembleia geral na tarde desta quarta-feira (9) por servidores públicos de pelo menos três secretarias – Saúde, Educação, e Assistência Social – além de outros setores da Prefeitura de Florianópolis.

Servidores da Prefeitura de Florianópolis votaram a favor da greve nesta quarta-feira (9). – Foto: Sintrasem/Divulgação NDServidores da Prefeitura de Florianópolis votaram a favor da greve nesta quarta-feira (9). – Foto: Sintrasem/Divulgação ND

Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) argumenta que os acordos coletivos foram descumpridos pela Prefeitura e exige melhores condições de trabalho.

A decisão da assembleia unificada representa professores do município, auxiliares de sala, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, assistentes sociais, trabalhadores administrativos e servidores de autarquias municipais, como Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) e Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente).

Para garantir a legalidade da greve, 30% dos servidores devem continuar em exercício para oferecer os serviços públicos à população durante o período de paralisação. O percentual mínimo geralmente é estabelecido com o sistema de rodízio entre os grevistas.

A categoria dos profissionais da educação exige o pagamento do piso salarial para professores da rede pública. Outra demanda é a transposição de auxiliares para o quadro do magistério e o cumprimento de acordo coletivo assinado pelo Sintrasem.

O prefeito Gean Loureiro se manifestou, no início da noite desta quarta, afirmando que os profissionais estão mentindo sobre o descumprimento do piso para professores.

“O novo piso foi decretado na sexta passada e o salário é só no início de março, então como estamos descumprindo?”, declara por meio de publicação no seu perfil oficial.

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