Após polêmica com Hino da Venezuela em escola de SC, prefeitura se manifesta e defende projeto

Diretora da unidade escolar chegou a ser hostilizada em seu perfil pessoal

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Redação ND Criciúma

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A Prefeitura de Capivari de Baixo, no Sul catarinense, reagiu às críticas que a escola Santo André e a diretora vêm sofrendo, após o Hino Nacional da Venezuela ser adotado como atividade oficial na unidade escolar, que tem 34 estudantes venezuelanos matriculados.

Após polêmica do Hino da Venezuela em escola de SC, prefeitura se manifesta e defende projeto – Foto: Prefeitura de Capivari de Baixo/Divulgação/NDApós polêmica do Hino da Venezuela em escola de SC, prefeitura se manifesta e defende projeto – Foto: Prefeitura de Capivari de Baixo/Divulgação/ND

Em nota, a administração municipal reforçou que valoriza sempre em primeiro lugar o Hino Nacional Brasileiro e que a atividade foi adotada em forma de respeito aos 34 alunos e cerca de 100 venezuelanos que moram no bairro Santo André, onde está localizada a escola.

Também esclareceu que não se trata de uma questão de ideologia, política ou qualquer outro foco. “É simplesmente uma situação de respeito. Se houvesse 34 estadunidenses ou japoneses, a iniciativa seria a mesma”, diz a nota.

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Alvo de ataques

O perfil da escola e da diretora Cláudia da Rosa Nascimento Lopes passaram a receber uma série de críticas desde a última segunda-feira (30), quando o Hino da Venezuela foi tocado na escola e estudantes imigrantes leram um poema em espanhol.

“As críticas são totalmente políticas. Dizem que estamos cultuando um país falido. Ninguém está preocupado com as questões educacionais e culturais que está por trás disso. Nós estamos apenas acolhendo as crianças, trabalhando o sentimento, a cultura e o amor à pátria que elas ainda sentem”, comentou Cláudia ao ND+.

Segundo ela, as mensagens enviadas não continham ameaças. “Estou vendo mais como críticas mesmo. Até por isso não registrei nenhum boletim de ocorrência”, explicou. Atualmente, a unidade concentra o maior contingente de alunos estrangeiros da rede pública de ensino da Amurel (Associação dos Municípios da Região de Laguna).

Apesar das opiniões contrárias, conforme a diretora, o projeto tem recebido uma série de elogios e deve continuar presente na escola. A expectativa é que mensalmente o hino venezuelano Gloria al Bravo Pueblo (Glória ao Bravo Povo, em português) seja conduzido pelos estudantes imigrantes junto com os colegas.

Ainda de acordo com Cláudia, os hinos de Capivari de Baixo e do Brasil continuam sendo cantados semanalmente pelos alunos, como previsto no calendário escolar.

Nota da prefeitura

Valorizamos nosso lindo Hino Nacional Brasileiro, sempre em primeiro lugar. Esta atividade foi adotada em forma de respeito aos 34 alunos e cerca de 100 venezuelanos que moram no bairro Santo André. Nossa cidade é pequena, e este contingente de estrangeiros é significativo pra comunidade local. Nosso jornalista, Rafael Andrade, detalha – em sua matéria/release – bem o projeto, o amor ao Brasil e a ação envolvendo o hino do país latino como atividade disciplinar e cultural. Só isso. Não é uma questão de ideologia, política ou qualquer outro foco, é simplesmente uma situação de respeito. Se houvesse 34 estadunidenses ou japoneses, a iniciativa seria a mesma.

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