Apesar da portaria publicada pelo governo do Estado no último dia 13 que busca uniformizar o regramento sanitário em todas as unidades de ensino do Estado, sugerindo o cancelamento das aulas presenciais, Joinville se posicionou contra a medida e mantém as aulas na cidade.
Escolas municipais de Joinville retornaram com as atividades presenciais na terça-feira (3) – Foto: Luana Amorim/NDEm ofício encaminhado nesta segunda-feira (16) pelo secretário municipal de Saúde, Jean Rodrigues, ao secretário de Estado de Saúde, André Motta Ribeiro, Joinville argumenta que o fechamento das escolas nas regiões de risco potencial grave não se mostra razoável nesse momento, uma vez que o Estado dispõe da possibilidade de adoção de medidas menos prejudiciais à sociedade para conter o avanço do contágio por Covid-19.
“A manutenção das atividades presenciais dos serviços de educação deve ser priorizada, uma vez que é dever do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à educação de crianças e adolescentes, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente”, escreve Jean Rodrigues.
SeguirO Estado ainda não respondeu o ofício.
Com isso, neste momento, as aulas presenciais das redes públicas e particulares da maior cidade do Estado estão asseguradas.
No entanto, por conta da portaria estadual, que deixou muitas instituições e pais inseguros, algumas escolas de Joinville acabaram mandando um comunicado na sexta-feira cancelando as aulas .
Veja o ofício na íntegra


Em Joinville, um grupo de pais indignados com a possibilidade de cancelarem as aulas presenciais, organizou uma carreata e também um abaixo-assinado a fim de pressionar os gestores a manterem as escolas abertas. Até as 15h26 horas desta segunda-feira (16), já havia 2.085 assinaturas.
Outro temor dos pais é que o Estado publique um novo decreto proibindo as aulas presenciais em regiões com risco grave, caso de Joinville. Por enquanto, só há uma portaria, que não tem força de lei.
