Batalha de rima: alunos aproveitam o intervalo escolar para se aproximar da música em Joinville

A ideia é usar a rima para melhorar o entrosamento das turmas; saiba como a iniciativa surgiu e conheça a percepção dos jovens

Ana Caroline Arjonas e Renata Bomfim Joinville

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É por meio da música que modificamos opiniões, conhecendo novos estilos ou gostos. Prova disso é o intervalor na Escola Municipal Prefeito Nilson Wilson Bender. Com o incentivo das orientadoras Patricia Maria de Oliveira Siqueira Morandim e Michele Veiga, o projeto “Recreio Musical —  A Música nos Contagia” desafiou os estudantes com a primeira batalha de rima na unidade.

As disputas de rima não tem como foco a vitória, mas sim a interação e a indicação correta do tom das palavrasAs disputas de rima não tem como foco a vitória, mas sim a interação e a indicação correta do tom das palavras – Foto: Renata Bomfim/Divulgação/its Teens

O objetivo era transformar o momento de descanso em oportunidade para interação entre as turmas, fazendo do espaço o local ideal para movimentar o corpo e explorar a criatividade.

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Com 20 inscritos, os minutos antes da aula foram marcados pela primeira batalha de rimas — aqui o objetivo não era vencer o opositor, mas mostrar como as palavras podem indicar o tom correto e a batida de cada melodia, priorizando o respeito e a empatia com o outro.

“Percebemos como eles curtiram esse momento da música. Eles têm noção que as músicas têm que ter um teor nas palavras, que não pode ser nada desrespeitoso”, diz Patricia, reforçando que a ideia do confronto partiu da própria turma.

O que antes era organizado pelos alunos ganhou a aprovação da direção, que contribuiu com regras e normas para a competição. O momento, antes focado na interação, se tornou o preferido de muitos. “Começou como algo tão pequeno, mas se tornou grande entre nós”, opina Michele.

Donos da rima

Para aqueles que participaram da disputa, a iniciativa abriu espaço para oportunidades. “O que eu gosto é que podemos trazer mais liberdade, para termos uma escolha, e também porque a escola é um lugar para estudar, para aprender, e isso faz você aprender”, conta Caleb de Oliveira, 12, do sexto ano.

No caso de Bryan Hilger, 14, do oitavo ano, a hora da rima é um momento de expressão. “Acho que é por causa da cultura, do nosso jeito livre, porque a escola não é só para estudar, podemos aplicar uma cultura com o nosso jeito de se divertir”, comenta o jovem.

No caso das meninas, Juliana Fernandes da Silva, 12, do sexto ano, foi quem teve coragem de testar as habilidades. “Escolhi participar porque achei que ia ter mais meninas, mas eu fui a única e fiquei feliz por participar.”

Antes de aparecer para a turma, cada um tem o seu próprio jeito de treinar — enquanto alguns aproveitam o beat para rimar, outros aproveitam as palavras no aumentativo, terminadas em “ão”, para seguir o flow.

Agora o próximo passo é planejar a competição seguinte, de dança, outro pedido da turma para os intervalos na Escola Municipal Prefeito Nilson Wilson Bender.

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