CEI de Joinville aproxima crianças da cultura indígena com atividades práticas

Parte do projeto institucional “Sentindo na pele”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação de Joinville, crianças da unidade puderam saborear e aprender brincando sobre a cultura indígena

Renata Bomfim Joinville

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Valorizar a riqueza cultural do nosso país por meio da alimentação, da cantiga, da brincadeira e até da linguagem tem sido o caminho escolhido pela professora Simoni Oliveira de Lara Morais e da auxiliar de educador Caroline Neckel Xavier Rosane Souza com as crianças do maternal do Centro de Educação Infantil (CEI) Espaço da Criança para ensinar sobre a cultura indígena.

Turma do maternal que aprendeu sobre a cultura indígena – Foto: CEI Espaço da Criança/DivulgaçãoTurma do maternal que aprendeu sobre a cultura indígena – Foto: CEI Espaço da Criança/Divulgação

Para estimular o respeito às diferenças e desenvolver a empatia, as educadoras exploraram a história do Brasil por meio da cultura indígena. “Nós, inicialmente, começamos com uma cantiga de roda. Em uma dessas cantigas, a gente começou a cantar ‘um, dois, três indiozinhos’ e despertou a curiosidade deles de saber quem eram os indiozinhos, o que era uma canoa, a oca…”, relembra a professora Simoni.

A iniciativa pedagógica faz parte do projeto institucional “Sentindo na pele”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação de Joinville.  A ideia, de acordo com a estrutura de projeto desenvolvida pela professora Simoni, é mostrar para as crianças que elas “são diferentes umas das outras, mas que essas diferenças se complementam e precisam ser não somente respeitadas, mas valorizadas”.

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Desde muito pequenos, para todos nós, o mundo é um lugar de descobertas. A cada nova fase da vida, novos conhecimentos, novas experiências e novos sabores se tornam parte do nosso conhecimento cultural.

No período escolar, um dos papéis da Educação Infantil é justamente esse: usar da observação, da exploração e da investigação ferramentas que somam e contribuem no processo de aprendizagem da criança.

O mergulho na cultura indígena, os povos formadores da sociedade brasileira, levou para dentro do espaço educativo novos conhecimentos, como o contato com a raiz de mandioca e suas diversas possibilidades alimentícias; o sabor da erva-mate; a textura da argila; a estrutura das folhas de bananeira, além de outras experiências nas quais as crianças tiveram de tocar, cheirar e provar iguarias que nos foram apresentadas pelas tribos indígenas.

“(…) Resolvemos construir com as crianças de uma maneira leve, descontraída e cheia de surpresas uma concepção da cultura indígena, desconstruindo estereótipos e valorizando a história de um povo tão importante que é parte integrante de nossa própria cultura”, escreve a professora Simoni em seu projeto.

5 curiosidades sobre a cultura indígena que provavelmente você não sabia

Falar da história do Brasil tem a ver com valorização e respeito aos povos que estavam aqui antes mesmo da chegada da trupe europeia – como por muito tempo se contou nos livros sobre a história de descobrimento do nosso país.

Muito além dos estereótipos pelos quais esses povos costumam ser lembrados (e caracterizados), confira cinco curiosidades sobre a cultura indígena que talvez você não soubesse… mas agora está sabendo. Veja só:

1. Só no Brasil, existem 274 línguas faladas que pertencem a 305 etnias, de acordo com o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

2. Na culinária brasileira, alimentos como pipoca, tapioca, pirão e beiju são de origem indígena.

3. O nosso hábito de tomar banho é uma herança da cultura indígena. Na história, conta-se que muitos estranharam o forte cheiro dos portugueses, que não tinham o hábito de fazer a higiene pessoal todos os dias.

4. Para proteger e zelar pelos direitos das políticas indigenistas existe a Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

5. Na política, o primeiro deputado federal brasileiro de etnia indígena foi Mario Juruna, que pertenceu a uma aldeia no Mato Grosso.

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