Após completar mais de sete décadas de vida, a dona Veroni Petronilha de Assunção tomou coragem e resolveu aprender a ler e escrever. Ela é a aluna com a idade mais avançada na turma da professora Adriana da Silva Rocha neste ano na EJA (Educação de Jovens e Adultos) Silveira de Souza, da rede municipal de ensino de Florianópolis.
Adélia Domingues, de 85 anos, moradora do Rio Vermelho, foi a primeira estudante da EJA a ganhar um chip – Foto: PMF/Divulgação/NDAtualmente ela estuda on-line, pois a escola está em reforma. Ela gosta muito de aprender, mas conta que tudo melhorou neste ano, após receber, gratuitamente, da prefeitura, um chip de internet móvel de alta velocidade com 20 GB no pacote de dados mensal.
“Para mim está sendo maravilhoso ter recebido esse chip, pois eu tinha internet antes, mas era muito lenta, eu não conseguia acessar o aplicativo da escola, não conseguia baixar os materiais direito. Agora tudo está mais rápido, foi mesmo uma mão na roda”, afirma.
Além desses estudantes, todos os profissionais que atuam no ensino e acompanhamento dos alunos receberam o cartão SIM.
Veroni ainda se adapta às aulas remotas, mas diz que está feliz com os conhecimentos adquiridos, principalmente após a internet ficar mais rápida em casa. Assim como ela, os mais de 30 mil estudantes da pré-escola dos níveis G5 e G6 (entre 4 e 5 anos de idade), do ensino fundamental do 1º ao 9º ano, da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que fazem parte da rede municipal de ensino de Florianópolis, começaram o ano letivo de 2021 com os chips distribuídos pelo município.
Investimento na universalização do ensino
Ao todo, a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação, investiu o montante de R$ 7.689.600,00 na compra de 36 mil unidades. Além dos chips, esse valor inclui a renovação mensal do pacote de dados de 20GB de internet durante todo o ano letivo, que em Florianópolis inicia em 10 de fevereiro.
“Essa é a maior ação de inclusão digital da história de Florianópolis. Educação é prioridade em nossa gestão e investimos no avanço nesta área, na universalização do ensino e a erradicação do analfabetismo, esses são compromissos que temos com a população de Florianópolis. Para que possamos atingir essas metas, precisamos também conceder aos estudantes os meios necessários para a democratização do acesso ao sistema educacional”, afirma o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.
Sem perder o ritmo das aulas
Professora há 12 anos, dois quais está há quase dois na rede de ensino de Florianópolis e na EJA, Adriana da Silva Rocha, que ensina a dona Veroni a ler e escrever, analisa que os alunos cada vez estão mais familiarizados às aulas on-line e diz que os chips melhoraram muito a qualidade do ensino.
“Isso nos ajudou significativamente, pois alguns estudantes antes não conseguiam acessar as aulas e, mesmo entre os que conseguiam, muitos tinham a internet muito lenta. Então, a gente enviava um vídeo para incrementar a aula e demorava para eles baixarem o material. Aí a aula perdia o ritmo, agora tudo está diferente e conseguimos desenvolver os estudos de uma forma bem melhor”, explica.
Ela também avalia que, neste ano, tanto os alunos quanto os professores estão mais familiarizados com o uso da tecnologia voltadas às aulas remotas. “No ano passado todos nós ainda ficávamos um pouco inseguros, pois ainda não conhecíamos muito bem as ferramentas, agora os alunos já ficam ansiosos, mandando mensagem para abrir a sala on-line, nós também conseguimos utilizar melhor os recursos tecnológicos”, analisa ela.
Sobre a missão de alfabetizar jovens e adultos, Adriana diz que é uma profissão maravilhosa. “É muito gratificante, não há salário que pague o que a gente sente ao ver as pessoas aprendendo a ler e escrever”, conta.
Mais sobre a EJA
A EJA (Educação de Jovens, Adultos e Idoso), ligada à Secretaria de Educação de Florianópolis (SME), está em 26 localidades espalhadas pela Ilha e Continente. Na modalidade, os estudantes, a partir de 15 anos de idade, podem se alfabetizar ou concluir o ensino fundamental de maneira gratuita.
Um dos diferenciais desta modalidade de ensino é que o interessado tem condições de fazer a matrícula a qualquer momento. É só ligar para 3251-6102 ou 3212-0925.
Já estão matriculados nesta modalidade 1.600 pessoas na Capital. São elaboradas atividades propositivas, interagindo com os estudantes. São aprofundados diversos procedimentos e discussões próprios da educação fundamental.
Além desses estudantes, todos os profissionais que atuam no ensino e acompanhamento dos alunos receberam o cartão SIM neste ano – PMF/Divulgação/NDUnidades existentes hoje em Florianópolis
Região Norte
Escola Básica Municipal Herondina Medeiros Zeferino: Ingleses
Escola Básica Municipal Osmar Cunha: Canasvieiras
Escola Básica Municipal Intendente Aricomedes da Silva: Cachoeira do Bom Jesus
Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho: Santinho
Região Leste
Escola Básica Municipal Henrique Veras: Lagoa da Conceição
Escola Básica Municipal Maria Conceição Nunes: Rio Vermelho
Região Central
Escola Silveira de Souza: Centro
Udesc – Universidade do Estado de Santa Catarina: Itacorubi
Escola Básica Municipal Adotiva Liberato Valentim: Costeira do Pirajubaé
Escola Básica Municipal Donícia Maria da Costa: Saco Grande
Neti – UFSC: Trindade
ASGF – Associação de Surdos da Grande Florianópolis: Centro
Aflodef – Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos: Agronômica
POP RUA: Instituto Arco-íris, Centro
Escola Básica Municipal José Jacinto Cardoso: Serrinha
Região Continental
Escola Básica Municipal Almirante Carvalhal: Coqueiros
Proeja – IFSC: Campus Florianópolis Continente, Coqueiros
Biblioteca Barreiros Filho: Estreito
Cedep: Monte Cristo
Figueirense – Projeto Floripa Gol de Letra: Estádio Orlando Scarpelli, Estreito.
Vila Aparecida: Casa da Comunidade – Vila Aparecida
Região Sul
Escola Básica Municipal Batista Pereira: Alto Ribeirão
Escola Básica Municipal João Gonçalves Pinheiro: Rio Tavares
Escola Básica Municipal José Amaro Cordeiro: Morro das Pedras
Avaí – Projeto Floripa Gol de Letra: Escola Ildefonso Linhares, Carianos.
Escola do Futuro da Tapera: Tapera
Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.