As prefeituras de cidades do Norte de Santa Catarina anunciaram nesta quarta-feira (5) uma série de medidas para reforçar a segurança das escolas da região. O anúncio foi realizado após o ataque que deixou quatro crianças mortas em Blumenau na manhã desta quarta-feira.
Prefeitura de Joinville foi uma das que anunciou uma série de medidas de segurança – Foto: Prefeitura de Joinville/DivulgaçãoEm Joinville, a prefeitura informou que, atualmente, a Rede Municipal de Ensino conta com 178 vigilantes e 3.936 câmeras distribuídas em 162 Escolas e Centros de Educação Infantil (CEIs). Em maio de 2021, eram 2.550 câmeras e 110 vigilantes. Ou seja, houve aumento de 54% no número de câmeras (1.386 câmeras a mais) e de 61% no número de vigilantes, com 68 vigilantes a mais.
As unidades possuem, ainda, 3.137 sensores de presença, 162 interfones e 174 botões de emergência instalados em locais estratégicos e que, quando acionados, ativam a central operacional de segurança.
Seguir“Destacamos com as direções a necessidade de reforçar a segurança e manter sempre os portões das unidades fechados. Estamos destinando um grupo de trabalho para revisão nos muros e cercas das nossas unidades para constatar a necessidade ampliação ou reforço de alguns deles. Além disso, em parceria com a Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública, estamos intensificando a instalação de câmeras nas nossas unidades e nas regiões próximas”, explica o secretário de Educação Diego Calegari.
Nesta quarta-feira (5), foi lançado um protocolo de atendimento às violências e saúde mental. O documento detalha os procedimentos que a unidade escolar deve realizar quando se deparar com denúncia ou situação de violência, seja verbal, psicológica, física ou sexual. O protocolo teve colaboração de outras secretarias, como Saúde, Assistência Social e Proteção Civil e Segurança Pública.
“Também estamos elaborando um plano de segurança e contingência voltado para situações de possíveis riscos e ameaças às nossas escolas. Assim, todas as partes envolvidas na comunidade escolar terão mais ciência do seu papel e mais informações sobre como agir”, acrescenta Calegari.
O prefeito de Jaraguá do Sul, Jair Franzner, anunciou que está sendo encaminhado à Câmara de Vereadores na tarde desta quarta-feira (5) um Projeto de Lei em regime de urgência, pedindo autorização de dotação orçamentária no valor de cerca de R$ 3 milhões para a contratação de vigilantes para todas as escolas municipais e centros municipais de educação infantil.
Segundo a secretária de Educação Emanuela Wolff o chamamento destes profissionais vai ocorrer já na próxima semana. “Nós já adotamos habitualmente medidas de segurança diárias nas nossas unidades escolares, mas queremos intensificar e fortalecer esse cuidado com nossas crianças”, disse.
Em Araquari está em andamento a licitação para o programa “De Olho no Futuro” que vai trazer controladores de acesso para todas as unidades de ensino. A prefeitura também informou que está em fase de licitação um processo para instalação de porta giratórias para o controle de entrada e saída dos alunos nas instituições de ensino de Araquari.
Conforme a prefeitura de Campo Alegre, uma escola do município, que ainda não é totalmente rodeada de cercados, passará por um processo emergencial para concluir a cerca de proteção. O município também solicitou informações de custo e ações para monitoramento, com a presença de profissionais de segurança.
Aos gestores das unidades, foi solicitada a análise de pontos vulneráveis nas escolas para que assim possa ser feito o reforço da segurança. Desde o ano passado, há investimentos para instalação de câmeras e protocolos de portões fechados, o que é contínuo.
Em Itapoá, a prefeitura afirma que continua fazendo monitoramento das entradas dos colégios e rondas nas áreas das unidades escolares.
A cidade de Guaramirim conta com sistema de monitoramento por câmeras em todas as unidades escolares. Agora, será feita vistoria nas Escolas e CEIs do município para análise da estrutura física e identificação de possíveis pontos de melhoria, e também será feito levantamento para contratação de vigilância para as unidades.
A Prefeitura de Barra Velha informa que vem realizando reuniões para tratar de medidas de segurança nas escolas municipais antes mesmo do ocorrido em Blumenau nesta quarta-feira.
A cidade criou e adotou um Protocolo Municipal de Segurança Escolar, que contém medidas a serem adotadas preventivamente e também no atendimento. Por exemplo, 90% dos profissionais da rede municipal de ensino recebeu formação em primeiros socorros e o restante já está com formação agendada a ser concluída até junho do ano corrente.
Para a criação do protocolo de Barra Velha foram consultamos como modelo o protocolo de Segurança Escolar da Secretaria de Estado da Educação de Goiás e estão sendo acionados órgãos públicos de segurança para sua aprovação. Inicialmente, a data de reunião intersetorial para apresentação e aprovação seria dia 19 de abril e devido ao ocorrido nesta manhã, está sendo realizada uma reunião de emergência para conclusão.
Mesmo que o protocolo ainda não tenha sido aprovado, serão adotadas algumas medidas de segurança nas unidades escolares do município de Barra Velha.
A Secretaria Municipal de Educação de São Francisco do Sul informa que após receber a informação da ocorrência em Blumenau, imediatamente adotou medidas para garantir a segurança dos alunos. Contatou com a Polícia Militar e o Ministério Público pedindo orientação, onde recebeu a recomendação para o cancelamento das aulas no período vespertino.
Uma reunião no gabinete com o prefeito e as demais secretarias envolvidas para adotar ações estratégicas de imediato será realizada, o objetivo é garantir a segurança dos alunos e também para dar celeridade ao processo que já estava em andamento de monitoramento em vídeo e o estudo de contratação de guardas para a rede municipal de ensino.
A Prefeitura de São Francisco do Sul afirma que é importante a sociedade como um todo criar estratégias e ações efetivas para garantir a segurança das crianças, alunos e professores tanto nas escolas, como nos CMEIs.
O ND+ não irá publicar os nomes do autor e das vítimas do ataque, assim como imagens explícitas do crime. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), também para não compactuar com o protagonismo de criminosos.