Cinema: 128 anos de magia e inovação

Conheça filmes que inovaram e se tornaram grandes marcos na história do cinema

Gustavo Bruning Joinville

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É hora de pegar a pipoca, procurar a poltrona certa e se preparar para mais uma sessão no cinema.

Em casa, basta navegar pelo catálogo de uma plataforma de streaming na TV e decidir qual a aventura da vez. No celular fica ainda mais fácil maratonar sua franquia favorita.

A história do cinema começou com um curta de 50 segundos, mostrando um trem chegando na estação A história do cinema começou com um curta de 50 segundos, mostrando um trem chegando na estação – Foto: Divulgação/its Teens

Há diversas formas de curtir o melhor do cinema, e hoje, especialmente, décadas de obras preciosas da sétima arte estão a um toque de distância.

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Estamos completando 128 anos da exibição do primeiro filme da história e muito mudou nesse meio tempo.

O que começou com o encanto diante da imagem de um trem em movimento, no século 19, permitiu que pudéssemos nos fascinar, sonhar e conhecer personagens que marcaram a nossa vida.

E, desde então, seja com novos formatos, tecnologias ou maneiras de contar as histórias, sempre houve espaço para inovação.

Confira quatro momentos que surpreenderam o público e transformaram o cinema:

O primeiro filme

A magia teve início nas mãos dos irmãos Auguste e Louis Lumière. A dupla de franceses foi responsável por criar o cinematógrafo, um aparelho operado por uma manivela e que gravava imagens em uma película.

“A Chegada do Trem na Estação”, um curta-metragem mudo e preto e branco, é tido como o primeiro filme e acabou chocando o público ao ser exibido pela primeira vez, em 1896.

Isso porque a plateia foi pega de surpresa ao se deparar com a cena de um trem em movimento vindo em sua direção.

O primeiro filme em cores

Diferente de hoje, onde as telas de cinema gritam com diversas cores, o primeiro filme colorido era bem limitadoDiferente de hoje, onde as telas de cinema gritam com diversas cores, o primeiro filme colorido era bem limitado – Foto: Divulgação/its Teens

A definição do primeiro filme colorido é um grande debate, visto que as cores começaram a surgir no cinema como parte de um processo de tingimento da película.

Nesse caso, o curta “Uma Visita ao Mar”, lançado em 1908 e dirigido por George Albert Smith, é considerado um marco nesse sentido. A cor não era completa, pois a técnica empregada ainda era limitada.

Com o aprimoramento do processo Technicolor (método de colorização de filmes), entre 1916 e 1932, foi possível entregar obras visualmente deslumbrantes nos anos seguintes.

Entre os exemplos estão o primeiro longa de Walt Disney, “Branca de Neve e os Sete Anões”, de 1937, e o vibrante “O Mágico de Oz”, de 1939.

A popularização dos filmes coloridos, entretanto, só veio nas décadas de 1950 e 1960.

O primeiro filme de animação

Os filmes animados já deram as caras das mais distintas formas: de desenhos feitos à mão (“Pinóquio”, de 1940) a animações em stop-motion (“O Estranho Mundo de Jack”, de 1993) ou computadorizadas (“Frozen: Uma Aventura Congelante”, de 2013).

Elementos de animação já eram utilizados desde os primórdios do cinema, como em filmes de J. Stuart Blackton lançados em 1900 e 1906.

O primeiro a ser feito inteiramente com técnicas de animação, porém, foi “Fantasmagorie”, do francês Émile Cohl. Lançado em 1908, mostra um boneco mudando de forma após ser desenhado por uma mão humana.

O primeiro filme com som

Antes do som chegar no cinema, vivemos a "era muda" ou "era silenciosa"Antes do som chegar no cinema, vivemos a “era muda” ou “era silenciosa” – Foto: Divulgação/its Teens

O processo que incorporou o áudio aos filmes começou em 1900, mas demorou algumas décadas para se concretizar.

Isso porque havia dificuldade em sincronizar as imagens exibidas aos sistemas de som, que ainda eram bastante rudimentares.

Até então, letreiros exibidos na tela sugeriam falas de personagens, bem como instrumentos, como o piano, eram tocados ao vivo para dar ritmo à trama.

A inovação chegou em outubro de 1927, com “O Cantor de Jazz”, do diretor Alan Crosland, o primeiro longa-metragem a incorporar som sincronizado com sequências de diálogos.

Ainda assim, foram poucas falas e o áudio teve como foco os números musicais. Um ano antes, porém, o cineasta já havia experimentado o som em “Don Juan”, com uma trilha que sincronizava música e efeitos sonoros.

Filmes perdidos

Você sabia que existem filmes que não podem ser assistidos em nenhum lugar? São os chamados “filmes perdidos”, produções feitas principalmente na época em que o cinema ainda engatinhava e não tiveram cópias físicas preservadas.

Isso significa que o material, como os rolos de filme, se perdeu com o tempo ou foi mal acondicionado, fazendo com que todo o trabalho dos cineastas simplesmente sumisse.

O que resta, nesses casos, são descrições e detalhes da produção. Entre os exemplos está “The World, The Flesh and The Devil”, de 1914, considerado por muitos o primeiro longa-metragem em cores.

Já o longa de terror “Vampiros da Meia-Noite”, de 1927, teve suas cópias queimadas em um incêndio na década de 1960.

Mestre do cinema

George Méliès revolucionou o cinema, sua obra "Viagem à Lua" se tornou referência quando o assunto é efeitos especiaisGeorge Méliès revolucionou o cinema, sua obra “Viagem à Lua” se tornou referência quando o assunto é efeitos especiais – Foto: Divulgação/its Teens

É impossível falar de cinema sem mencionar o francês Georges Méliès, responsável por diversas produções inovadoras na primeira era da sétima arte.

Os filmes do cineasta, que chegou a criar o próprio estúdio em 1901, empregavam mágica e ilusionismo para dar vida a cenas sobre eventos contemporâneos e de ficção.

Era tudo muito encantador, cheio de técnicas e movimento.

“Viagem à Lua”, de 1902, é, provavelmente, a obra mais conhecida do francês e uma grande referência quando se trata de efeitos visuais.