Colégio de Aplicação da UFSC avalia data de retorno das aulas presenciais

Diretoria da instituição de ensino se reuniu de maneira on-line com as famílias dos alunos na última terça-feira (29); local, desde o início da pandemia, utiliza apenas o formato de aulas remotas

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Redação ND Florianópolis

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Em meio a reclamação de um grupo de pais que exige o retorno imediato das aulas presenciais, o Colégio de Aplicação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) promoveu uma reunião on-line com as famílias dos alunos, na última terça-feira (29), para entre outros assuntos, tratar sobre uma possível data para que isso aconteça e quais os fatores essenciais.

Colégio segue sem aulas presenciais desde o inicio da pandemia – Foto: Arquivo/NDColégio segue sem aulas presenciais desde o inicio da pandemia – Foto: Arquivo/ND

A instituição, desde o início da pandemia em março de 2020, adota apenas a modalidade de ensino remoto.

O encontro teve duração de 1h30, com a presença do chefe de Gabinete da Reitoria, Aureo Moraes, do diretor do Centro de Ciências da Educação, Antonio Alberto Brunetta, do diretor Geral do Colégio, Edson Souza de Azevedo e da diretora de Ensino do CA, Marina Guazzelli Soligo.

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O diretor geral do colégio lembrou que há uma portaria do reitor que suspende as atividades presenciais ao menos até o dia 2 de outubro. Além disso, assim como já havia divulgado em comunicados anteriores, o colégio afirmou que a vacinação contra a Covid-19 dos trabalhadores só estará completa após a aplicação da segunda dose e do prazo de imunização, o que deve acontecer em setembro.

Para o diretor, o momento é de planejar, preparar e organizar o retorno presencial “quando foi possível haver o retorno seguro”.

A reportagem do ND+ conversou com o chefe de gabinete da reitoria da UFSC, Aureo Moraes, na última semana, e questionou sobre a chance do retorno das atividades no local de imediato. Enfático, ele descartou qualquer possibilidade. “Apenas após a segunda dose da vacina vamos considerar se e como isso [volta presencial] pode ocorrer”, pontuou.

Demandas externas

Para que haja o retorno presencial, o colégio apontou algumas demandas que precisam ser concluídas. A primeira é o apoio técnico da Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológico da UFSC, que irá avaliar o Plano de Contingência e as ações para assegurar a segurança sanitária da comunidade escolar.

Dentre as necessidades de investimento inicial, a direção citou EPIs, reparos e manutenção predial, 60 bolsas de estágio não-obrigatório para atendimento de estudantes, sendo 30 delas para assegurar a acessibilidade dos estudantes público-alvo da Educação Especial.

Outros itens dependem da disponibilidade de outros setores da UFSC e da cidade, como o acesso ao Restaurante Universitário, Biblioteca Universitária e quadras e ginásios do Centro de Desportos, além das linhas de transporte público e escolar.

Plano de Contingência

Segundo o colégio, o Plano de Contingência para Retorno das atividades presenciais foi elaborado por uma comissão, que envolve famílias e servidores. O documento tramita agora para aprovação do Colegiado do CA e do Centro de Ciências da Educação, para então ser submetido à Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológico.

“O Placon é um documento elaborado para que até 2 de outubro nós tenhamos o planejamento para o retorno presencial, primeiro na modalidade semipresencial. Da forma mais segura e adequada à nossa realidade possível ou, caso a situação epidemiológica nos permitir o retorno antes desta data, nós estaremos com o plano elaborado e o planejamento realizado”, disse o diretor geral.

Colégio está em atividades remotas há 15 meses – Foto: CA/Divulgação/NDColégio está em atividades remotas há 15 meses – Foto: CA/Divulgação/ND

“Destacamos que se trata de um plano de contingência, pois pode ou não acontecer, e quando ele vai acontecer é incerto, uma vez que indicar o retorno presencial cabe exclusivamente aos indicadores epidemiológicos para a segurança de todos e todas”, pontua.

A direção ressaltou que não há ainda data definida de retorno, e que a realidade do Colégio de Aplicação difere-se das escolas municipais e estaduais que já retomaram o ensino presencial em Santa Catarina. “Somos um local de formação de professores, vinculados a uma universidade federal, não somos vinculados ao município ou ao Estado”, ressaltou.

“Sou professor há mais de 25 anos e me sensibilizo com as dificuldades dos alunos, sejam elas afetivas, sejam elas intelectuais. Fico muito sensibilizado e tenho a responsabilidade de dizer que os alunos não estão desassistidos. Eles estão bastante amparados, seja no momento síncrono das aulas, nas atividades de recuperação dos estudos, pelo grupo de Educação Especial, gostaria de lembrar da competência do corpo docente e técnico administrativo deste Colégio”, concluiu O diretor do CED, Antonio Alberto Brunetta.