A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) agora possui políticas de ações afirmativas em todos os níveis de ensino. Isto porque após aprovação no Conselho Universitário na última terça-feira (30), 20% das vagas passaram a ser destinadas para negros, indígenas e quilombolas, independentemente de ter estudo em escolas públicas ou particulares, e da renda.
UFSC terá cotas raciais no colégio de aplicação da Universidade – Foto: Secom UFSC/Divulgação/NDA reserva de vagas para crianças com deficiência, que já era garantida nos editais de ingresso do Colégio de Aplicação e do NDI (Núcleo de Desenvolvimento Infantil), permanece sem alterações.
Segundo a Universidade, a reserva de vagas deverá constar dos editais de sorteio de vagas das duas escolas. No Colégio de Aplicação, a maior parte do ingresso ocorre no primeiro ano do ensino fundamental. No Núcleo de Desenvolvimento Infantil, a entrada acontece principalmente no primeiro ano da educação infantil.
SeguirA proposta já vinha sendo construída há cerca de dois anos, quando foi criada uma comissão para elaborar o Projeto de Apoio à Aprendizagem da educação básica.
Apoio à permanência na escola
Além da reserva de vagas, haverá uma série de medidas para ajudar na permanência dos estudantes na escola. Entre elas estão o apoio pedagógico oferecido por programa específico; ações de acolhimento para integração dos novos estudantes; apoio econômico a estudantes em situação de vulnerabilidade, por meio de programas já existentes e acesso a bolsas acadêmicas e auxílios e atenção à formação político-social.
A validação das autodeclarações será realizada por comissões específicas para cada grupo com vagas reservadas. As comissões serão formadas pelas próprias escolas e nomeadas pela Proafe (Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade).
A Política de Ações Afirmativas do Colégio de Aplicação e do NDI adotou o critério étnico-racial para a reserva de vagas, visando à ampliação da presença de pessoas negras (pretas ou pardas), indígenas e quilombolas em ambas as instituições escolares.
As validações são realizadas nos mesmos padrões já adotados pela Proafe em relação a candidatos cotistas que ingressam nos cursos de graduação. Como serão realizadas com crianças, haverá cuidado para não causar constrangimento e será garantida a presença dos pais no procedimento de heteroidentificação.